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Exercício Físico e a Imunidade





Olá, eu sou a Dani Souto. No texto de hoje, falaremos sobre: Exercício Físico e a Imunidade.



A importância da atividade física regular para melhora da resposta imunológica é um tema de bastante interesse, ainda mais no momento atual com epidemias de doenças causadas por vírus e bactérias cada vez mais agressivos

Praticar exercícios físicos pode proporcionar benefícios à saúde, já que melhoram o sistema imunológico, a autoestima, a qualidade de vida e reduzem tanto o estresse mental quanto o oxidativo. Dependendo do tipo de carga e da intensidade de exercícios físicos, o sistema imunológico pode reagir de maneiras diferentes.

As respostas promovidas pelo exercício, tanto agudas quanto crônicas, afetam diversos componentes da nossa imunidade. Isso acontece porque quando praticamos uma atividade física, ela induz um dano muscular e todo dano ou lesão, como vimos, resulta em um processo inflamatório. Esse processo inflamatório pode ativar o sistema imune ou inibi-lo, de acordo com a intensidade do exercício físico.

Estudos científicos demonstram que exercícios de intensidade moderada diminuem os riscos de infecções.

A melhora ocorre porque o exercício moderado praticado de forma regular promove o aumento do número de células de defesa que destroem agentes invasores. Em outras palavras, o exercício aumenta o nosso exercito de células de defesa e deixa a imunidade ainda mais forte, com isso ficamos mais aptos para nos protegermos de doenças.

Além disso, durante o exercício físico, o músculo libera substâncias conhecidas como miocinas que são substâncias anti-inflamatórias. Apesar de a inflamação ser um processo fisiológico e benéfico para a defesa do nosso organismo, em alguns casos ela pode ser prejudicial, como, por exemplo, na formação de placas de gordura nas artérias, que são a principal causa de infartos e doenças cardiovasculares.

A literatura científica é repleta de artigos que relatam estudos sobre os benefícios dos exercícios para reforço do sistema imunológico, havendo uma opinião praticamente consensual de que a atividade física moderada é a forma mais adequada para este propósito.

O mecanismo da melhora da defesa está associado à um efeito da atividade física regular em promover um aumento das linfócitos, células denominadas "natural killers". A célula natural killer, linfócito atuante no sistema inato, tem como função destruir células tumorais ou infectadas por vírus.

O que mais parece alterar as respostas imunes de fato seria a intensidade da atividade física.

As alterações imunológicas promovidas pelo exercício podem ocorrer tanto em curto prazo quanto em longo prazo.

  • Em curto prazo (agudas):

Em geral, ocorre o aumento das células de defesa, considerando atividades leves ou de curta duração. Já atividade física aguda intensa, exaustiva, prolongada (maior que 2h), segundo estudos realizados, estaria relacionada à queda da defesa, tornando mais suscetível a infecções, principalmente virais, como doenças herpéticas (herpes labial), faringites e infecções das vias aéreas superiores (resfriado comum). O exercício intenso, sem recuperação muscular, também promove maior lesão músculo-esquelético, com exacerbação do processo inflamatório, maior fadiga muscular e redução do desempenho.

Principalmente em atletas de alta performance, observa-se uma diminuição transitória da resposta imune,  durante 3 a 72 h após término do exercício, o que chamamos de "Janela aberta". Esse período, em que há maior chance de adquirir infecções, pode ser estendido se o atleta não descansar adequadamente.

Observa-se também que, após treinamento excessivo, os atletas possuem menos saliva e menos imunoglobulina (um anticorpo que protege contra infecções virais e bacterianas nas nossas mucosas) e consequentemente maior risco de infecções de vias aéreas superiores e dor de garganta, podendo durar de 1 a 3 dias.

Assim sendo, devemos estar atentos aos treinos excessivos, intensos e consecutivos, nos quais não ocorre um descanso adequado, levando a mais infecções como também queda no desempenho esportivo.

  • Em longo prazo:

Prática de exercício físico regular de leve a moderada intensidade promove melhor resposta imune à pessoa,  com menor incidência de infecções bacterianas e virais. Além disso, o exercício possui efeitos anti-inflamatórios, podendo reduzir a incidência de alguns cânceres como o de mama e do intestino (cólon). Ele ainda previne contra a demência e serve como tratamento de outras como asma e a hipertensão arterial.


Para finalizar, se você está resfriado, deve evitar exercícios muito intensos, pois estes podem piorar a defesa do organismo, bem como causar outras doenças associadas ou prolongar a já adquirida.

Portanto, "maneirar" no seu esporte é válido. Associe isso a uma boa alimentação e um descanso adequado. Seguindo essas dicas seu retorno ao esporte será bem sucedido e seu desempenho será mantido quase em sua totalidade. O ideal é que o retorno à atividade esportiva seja avaliado pelo seu médico do esporte.





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