Quantidade de exercícios recomendada pela OMS pode ser insuficiente para prevenir doenças, indica estudo







 
Quantidade de exercícios recomendada pela OMS pode ser insuficiente para prevenir doenças, indica estudo Shutterstock/Shutterstock

 

Já comprovou-se que exercícios físicos são grande aliados na prevenção de doenças, mas a quantidade ideal ainda é um tema controverso. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as pessoas pratiquem 600 equivalentes metabólicos (MET, na sigla em inglês) por semana, algo como 150 minutos de caminhada ou 75 minutos de corrida. No entanto, um estudo publicado nesta terça-feira no periódico científico britânico BMJ contraria a recomendação oficial, indicando que um nível mais elevado de atividades físicas pode ser mais eficiente na redução do risco de doenças.

Uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e da Austrália analisaram os resultados de 174 estudos, publicados entre 1980 e 2016, sobre a relação entre a prática de atividades físicas e o risco do desenvolvimento de câncer de mama e de cólon, diabetes, doença arterial coronariana e derrame cerebral. Eles descobriram que uma maior quantidade de atividade física semanal foi associada a riscos mais baixos para as cinco doenças. A maior parte dos ganhos em saúde ocorreu quando o nível de atividade era de 3.000 a 4.000 METs por semana — ou seja, um índice de cinco a sete vezes maior do que o aconselhado pela OMS.

"Uma pessoa pode alcançar 3.000 MET/semana incorporando diferentes tipos de atividade física em sua rotina — por exemplo, subir escadas por dez minutos, aspirar o chão por 15 minutos, cuidar do jardim por 20 minutos, correr por 20 minutos e andar até o transporte público por 24 minutos diariamente", sugere o estudo.

Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que ainda não se sabe se a redução no risco de doenças ocorre de maneira diferente entre atividades físicas intensas de curta duração e atividades leves de longa duração.

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