Estudo: "Quarentões" ativos têm risco de câncer reduzido até pela metade


Homens "quarentões" em boa forma física têm menos chances de desenvolver cânceres de pulmão e colorretal. É o que sugere um estudo publicado pela revista médica especializada JAMA Oncology.

O estudo determinou que correr ou andar 1,6km em menos de 12 minutos é um parâmetro para boa forma 

Os pesquisadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, também sugerem que a combinação de boa alimentação e bom nível de atividade física aumenta as chances de sobrevivência para homens em boa forma no caso de eles diagnosticados com a doença.

E alertam ainda que mesmo pequenas melhorias na rotina de exercícios já podem diminuir os riscos de câncer.

Ainda que exercício e alimentação balanceada sejam medidas já conhecidas para reduzir as possibilidades de se ficar doente, a autora do estudo da Universidade de Vermont, Susan Lakoski, acredita ser benéfico dizer as pessoas o quanto elas precisam melhorar sua forma física para reduzir o risco de câncer a níveis aceitáveis.

Isso viria sob a forma de planos personalizados de exercícios, que mediriam, por exemplo, sua capacidade cardiorrespiratória.

Teste da esteira

O estudo analisou 14 mil homens no Estado americano do Texas, com idades variando entre 46 e 50 anos. Os pesquisadores testaram o condicionamento físico dos voluntários fazendo-os correr numa esteira até a exaustão.

Os voluntários, então, tiveram sua forma física testada a cada seis anos e meio entre 1971 e 2009.

Entre 1999 e 2009, 1.310 homens tiveram câncer de próstata, 200 de pulmão e 181 desenvolveram o colorretal.

Segundo os pesquisadores, homens com alto nível de atividade física na meia-idade reduziram seu risco de câncer de pulmão em 55% e o de colorretal em 44%, em comparação com homens mais sedentários - mais especificamente os que demoraram mais de 12 minutos para correr ou andar uma milha (1,6 km).

Porém, o estudo descobriu que homens com boa condição física não mostraram redução de risco de desenvolvimento de câncer de próstata.

Os autores do estudo acreditam que isso se deve em parte ao fato de homens de bom desempenho cardiorrespiratório em geral serem mais conscientes em relação a sua saúde e mais dispostos a se submeter a exames de câncer de próstata - o que aumenta as chances de diagnóstico.

Seja como for, segundo Lakoski, "a mensagem é que a prevenção começa antes do que se imagina".

"Seus hábitos e sua forma física têm impacto no que vai acontecer 20 ou 30 anos mais tarde. E muita gente não pensa nisso".

A pesquisadora afirma no estudo que apenas estar em forma física acima da média já traz vantagens para a saúde.

Um porta-voz da ONG britânica Cancer Research, Tom Stansfeld, diz que a pesquisa mostra uma nova via de estudo das relações entre forma física e o risco de câncer.

"Praticar atividades físicas regularmente é ótimo para a saúde e o estudo mostra que os benefícios são muito maiores do que somente para a saúde cardíaca", afirma Stansfeld

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7 Grandes benefícios de uma pequena caminhada

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E se houvesse algo que você pudesse fazer todos os dias que queimasse calorias, fosse bom para o seu coração e ajudasse a mantê-lo jovem. Você faria, certo?

Essa é a causa pela qual os médicos são tão loucos por caminhadas, especialmente frente a uma nova pesquisa que diz que andar faz bem para tudo desde cortar os riscos de câncer de mama até ajudá-lo a dormir.

1. É excelente para o coração

Um estudo recente descobriu que andar rapidamente por 30 minutos todos os dias reduz suas chances de desenvolver a síndrome metabólica, que gera uma série de fatores de risco ligados a doenças cardíacas, diabetes e derrame. Estima-se que centenas de milhões de mulheres pelo mundo sofram de síndrome metabólica. Não tem tempo para uma caminhada diária de meia hora? 

2. Reduz os riscos de câncer de mama

Andar, mesmo por poucas horas na semana reduz significativamente o risco de câncer de mama, de acordo com um estudo. A idéia é que andar ajuda a reduzir os níveis de gordura corporal, uma fonte de estrogênio. Foram pesquisadas 74 mil mulheres na pós-menopausa com idades entre 50 e 79 anos. Aquelas que tinham um peso normal tiveram risco 30% menor de contrair a doença. As que estavam acima do peso reduziram entre 10 e 20% as chances. Mulheres mais jovens podem conseguir benefícios similares.

3. Ajuda o sono

Uma caminhada rápida pela tarde irá colaborar para uma melhor noite de sono. Andar pode aumentar os níveis de serotonina, o hormônio da felicidade, que relaxa seu corpo. O aumento na temperatura corporal que a caminhada gera pode sinalizar o seu cérebro para baixar a temperatura em seguida, o que promove o sono. Evite andar duas horas antes de ir para a cama. É muito tarde para resfriar o corpo.  

4. Faz você feliz

Andar pode aliviar a depressão, ansiedade e estresse. Apenas uma caminhada de 30 minutos pode fazer você sentir-se melhor quando está triste, descobriu um estudo. Amplie este tempo para 90 minutos, cinco dias da semana, e você sentirá uma grande melhora, de acordo com um novo estudo. A explicação possível: Andar ajuda o corpo a produzir endorfinas, elementos químicos que melhoram o humor. 

5. Mantém a magreza

Andar por 30 minutos por dia pode prevenir ganho de peso em pessoas fisicamente inativas, segundo outro estudo. Pesquisadores também descobriram que mulheres que andem por uma hora, cinco dias por semana e consumiam 1.500 calorias por dia perderam 11quilos e mantiveram este peso longe ao longo de um ano. A razão pela qual caminhar ajuda a controlar o peso? Fácil! "Quanto mais difícil o exercício, menos pessoas o farão", disse o médico ortopedista Johnny Benjamin. 

6. Protela a velhice

Diversos estudos em pessoas mais velhas sugerem que andar, mesmo por apenas 45 minutos por semana, ajuda a evitar doença de Alzheimer. Passeios regulares também estão ligados a boa lucidez em idosos. Mas não importa a sua idade, andar tem boas chances de ajudar a manter a sua mente ativa, especialmente se você anda com seus amigos; falar enquanto caminha é um excelente estimulante cerebral, segundo Benjamin. »

7. Protege seus ossos

Apenas 30 minutos de caminhada, três vezes por semana, faz maravilhas para prevenir e tratar o afinamento dos ossos. Este tipo de exercício, que usa 95% dos seus músculos, faz com que seus ossos fiquem mais fortes para que possam agüentar a carga.

[Fonte]

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7 razões de saúde que não impedem a prática de atividade física


exercício é remédio
 

Hoje o consenso entre pesquisadores é que, com os devidos cuidados e sob orientação especializada, exercícios físicos podem ser realizados com segurança mesmo por portadores de doenças crônicas.

1. Osteoporose

É verdade que o risco de uma queda render fraturas cresce em gente com ossatura frágil. Mas, é possível lançar mão da musculação para derrubar essa barreira: afinal, músculos bem trabalhados servem como amortecedores de impacto e trazem equilíbrio. Como se não bastasse, as atividades de resistência solidificam o esqueleto. Um artigo da Universidade Walsh, nos Estados Unidos, demonstra ainda que sujeitos com osteoporose que vão à academia regularmente dependem menos de terceiros para cumprir tarefas do cotidiano. Caminhada também traz benefícios para quem sofre com a fragilidade óssea. No passado, acreditava-se que, por proporcionar choques potentes dos pés com o chão, a corrida seria mais construtiva ao esqueleto. Mas hoje se sabe que o impacto das passadas regulares estimula a produção de massa óssea, com a virtude de causar menos fraturas por estresse do que a corrida.

2. Artrose

A osteoartrite, também conhecida como artrose, nada mais é do que um desgaste das juntas. As dores e a rigidez muscular que provoca costumam tirar a disposição para se mexer. Mas incluir a musculação na rotina é ótima estratégia para conter a chateação. Ela é um dos métodos mais eficazes para proteger as articulações, porque favorece a produção do líquido sinovial, que mantém as cartilagens nutridas e íntegras. Sempre com orientação de um professor, o ideal é reduzir as repetições e aumentar a carga, o que dá um gás a mais às fibras musculares que seguram o tranco imposto às juntas toda vez que damos um passo ou subimos a escada. Outro ponto importante é dar foco à área abalada. Quem sofre com artrose de joelho, por exemplo, faz de tudo para não usar a perna afetada de apoio. Ocorre que o desuso enfraquece os músculos, abrindo as portas para mais incômodos. O jeito é dedicar tempo ao desenvolvimento do local debilitado. As juntas se beneficiam também com a caminhada, que igualmente turbina o tal líquido que abastece a cartilagem – assim, garante a integridade dessa estrutura, responsável por impedir o doloroso atrito entre um osso e outro.

3. Hipertensão

Quem sofre de pressão alta pode mesmo malhar? O esforço não agravaria essa condição? Não, desde que ela esteja controlada e sejam feitos ajustes nos treinos. Na hora da musculação, por exemplo, em vez de trabalhar os dois braços ao mesmo tempo, a recomendação é fazer uma série só com o esquerdo e, depois, outra com o direito. Recrutar muitos músculos pode comprimir demais os vasos. Para saber a intensidade correta, preste atenção: se notar que está prendendo a respiração, você passou do ponto. Afinal, o simples fato de segurar o ar já joga a pressão para o alto. Opte, sob orientação profissional, por cargas mais leves. Nunca passe do seu limite – ou melhor, até pare um pouco antes de alcancá-lo. O ideal é executar algumas repetições a menos do que conseguiria se atingisse o máximo de esforço. E respeite as pausas: cada série precisa ser intercalada com um período de repouso de pelo menos um a dois minutos. Assim a pressão se mantém sempre em um nível tolerável.

4. Câncer de mama

Já não resta dúvida de que suar a camisa auxilia na prevenção e no tratamento da doença. As atividades físicas previnem a degeneração dos músculos e contornam o estresse e a tristeza – sentimentos comuns em pessoas diagnosticadas com tumores nos seios. E mais: pacientes com câncer que se conservam mais ativas dormem com maior facilidade. Quem enfrenta a doença, é claro, precisa tomar precauções específicas para não ameaçar a sua recuperação. Durante o tratamento, muitas vezes é difícil sair da cama mesmo com o aval do médico por causa de efeitos colaterais, como fadiga e enjoo, decorrentes da própria terapia. E, quando esses sintomas se manifestam de maneira intensa, de fato a atitude correta é descansar. Só que, no momento em que eles dão uma leve trégua, vale a pena tirar o corpo do marasmo. Parece contraditório, mas essa atitude atenua, mais tarde, a volta do cansaço e das náuseas. E não apenas as atividades aeróbicas são aliadas nessa hora. Levantar peso cerca de duas vezes por semana, por exemplo, diminui o linfedema, um inchaço que às vezes aparece nos braços de mulheres em terapia. Ioga também traz benefícios: na americana Universidade do Estado de Ohio, mulheres com câncer de mama realizaram essa modalidade duas vezes por semana. Após três meses, elas apresentaram uma menor concentração de substâncias inflamatórias, que colaboram para o tumor. Sem contar que a prática, por incluir a meditação, aplaca o estresse, outro fator que gera inflamações.

5. Obesidade

Ajustar a dieta e malhar é a combinação ideal para manter o peso. O Colégio Americano de Medicina do Esporte recomenda um mínimo de 150 minutos de atividade física moderada por semana, de modo a aprimorar a saúde como um todo. Se o objetivo é perder peso, no entanto, o mínimo estipulado sobe para 250 minutos. Contudo, principalmente entre sedentários, cumprir tal meta logo de cara chega a ser, sim, perigoso em algumas situações. A progressão deve ser gradual. O princípio vale sobretudo aos obesos, que, se extrapolarem seus limites, correm um alto risco de sofrer lesões e problemas cardiovasculares. Cada um precisa ser avaliado pelo seu médico e, combinado com a orientação de um profissional de educação física, encontrar a intensidade correta. Outra dúvida comum: musculação é indicado? Já adiantamos: puxar ferro sem equilibrar a dieta não implicará um grande emagrecimento. Mas exercícios de resistência ajudam a aprimorar a composição corporal, trocando gordura por massa magra, e deixam os praticantes menos propensos a sofrer panes no coração. Para isso vale investir em treinos curtos e intensos e realizar atividades que priorizem abdômen e costas.

6. Dores crônicas

Pessoas que sofrem de fibromialgia têm até medo de fazer ginástica. Isso porque a condição provoca incômodos dos pés à cabeça, que pioram quando se mexe além dos limites. Mas práticas leves funcionam como um remédio para amenizar os sintomas. Nesse contexto, a musculação auxilia a remover toxinas dos músculos, afastando as dores. Nas primeiras vezes que pisa na academia, o fibromiálgico não raro apenas executa o gesto de um exercício, sem carregar carga alguma – a meta é não disparar sensações dolorosas. Como boa parcela dos pacientes reclama de desconfortos logo depois de acordar e à noite, uma tática interessante é agendar os treinos nos momentos em que as dores dão uma trégua. E não vale forçar regiões sensibilizadas: se o ombro está pegando durante uma sessão, deixe-o de lado e trabalhe outras partes do corpo. Quando ele parar de incomodar, você compensa.

7. Gestação

Gravidez não é doença, nunca é demais lembrar. Vale também outra máxima: toda gestante deve controlar seu peso. Dois terços das futuras mamães ganham quilos além da conta, e gestantes obesas correm mais risco de sofrerem com dores articulares, diabete gestacional, pressão alta e infecções, entre outras complicações. Por isso, gravidez e sedentarismo não combinam. Muitas mulheres, com o intuito de proteger sua cria, deixam de se exercitar – ou veem na fase outra justificativa para estender a preguiça e nem começar. Acontece que as atividades físicas, desde que leves, não oferecem risco na maioria dos casos. E, claro, são grandes ajudantes na manutenção do peso. Isso porque queimam calorias e mantêm os músculos em forma. Há, contudo, cuidados especiais. Em primeiríssimo lugar, a gestante precisa do acompanhamento de um médico especializado. Só ele consegue flagrar eventuais complicações que, aí sim, exigem o afastamento de certas práticas. Esportes com bola ou outros acessórios que podem atingir a barriga devem ser evitados, assim como aqueles em que existe a possibilidade de um encontrão. Recomenda-se também preferir modalidades que não envolvam mudanças bruscas de direção ou freadas intensas. Sintomas como dor, sangramento vaginal ou tontura durante a ralação são sinais de que algo não vai bem. Mas, respeitando os limites, dá para se manter ativa, bonita e, acima de tudo, saudável durante todos os nove meses

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