10 atividades físicas e os benefícios para crianças


natação; criança; atividade física (Foto: Thinkstock)

A violência urbana e o magnetismo da televisão e dos tablets atraem as crianças para o mesmo centro de gravidade: dentro de casa. Assim, não é raro que muitas troquem a brincadeira na rua por tardes inteiras entre os games de celular e a programação da TV a cabo. A consequência mais grave da falta de exercícios ainda é obesidade. Doenças vinculadas ao excesso de peso, como câncer, diabetes, doenças respiratórias e doenças no coração, causam 60% das mortes no mundo todo e têm exigido providências drásticas por parte das autoridades da área da saúde.

Para romper a barreira do sedentarismo, é importante que o seu filho tenha atividade física com hora marcada, pelo menos três vezes na semana. Escolha uma modalidade que desperte o interesse dele e deixe a competição para mais tarde: por enquanto, é hora de gastar energia e se divertir! Veja algumas atividades bacanas e os benefícios que elas trazem:

BALÉ
O balé expressa os sentimentos por meio da dança. O que é ótimo para crianças mais introvertidas, como uma ferramenta para vencer a timidez. Os movimentos trabalham alongamento, flexibilidade, postura, fortalecimento muscular e criam consciência corporal. As coreografias desenvolvem noção espacial, criatividade, musicalidade e coletividade, já que é preciso acompanhar os movimentos dos demais. As aulas podem começar a partir dos 3 anos de idade, no entanto, a regularidade do uso da sapatilha de ponta só pode acontecer aos 12. Isso porque os pés das crianças pequenas crescem com mais velocidade e o calçado pode alterar a formação dos pés.

CAPOEIRA
Apesar de ser uma luta, quase não há contato físico. Além de jogar, os capoeiristas aprendem a cantar e tocar, desenvolvendo ritmo e musicalidade. Defesa, alongamento, bons reflexos e coordenação motora estão entre os maiores benefícios, assim como tônus muscular e equilíbrio, graças aos movimentos com apoio nos membros superiores e inferiores. Sem falar é que uma maneira bacana e interativa de conhecer a cultura brasileira. A partir dos 5 anos, está liberado.

CIRCO
As atividades são lúdicas, despertam o lado criativo e treinam habilidades, como jogo de cintura e improviso. Sim, há movimentos mais desafiadores, como as manobras nos tecidos e os saltos no trapézio, que garantem fortalecimento muscular e flexibilidade. Por isso, é uma atividade que estimula a coragem e o desafio pessoal e requer orientação e equipamentos de segurança. O circuito acrobático, onde se aprende a dar cambalhotas, pode começar a partir dos 3 anos, mas é só depois dos 6 que as aulas com contorcionismos e saltos acontecem pra valer.

FUTEBOL
Coordenação motora, lateralidade, noção espacial, velocidade de reação e agilidade estão entre os maiores ganhos. Por causa das possíveis colisões, é importante que a criança jogue com outras da mesma faixa etária (que tenham o mesmo tamanho). Como os meninos e meninas crescem com uma grande pressão para terem bom desempenho no esporte-paixão-nacional, não estimule a competição, nem pressione por vitórias. Os maiores ganhos são o sentimento de pertencer a um time, de fazer um bom trabalho em equipe e de se divertir. A criança já pode calçar as chuteiras a partir dos 4 anos.

JUDÔ
Ele é mais do que um esporte: é uma filosofia de vida. Além de proporcionar uma série de benefícios físicos, como ganho de força muscular, alongamento e bons reflexos, também estimula o respeito pelo adversário e a disciplina. Crianças que são mais agitadas ou que ainda não sabem como usar a força da maneira correta ganham maior concentração e autocontrole.  A prática é recomendada a partir dos 5 anos, quando a criança está apta a aprender a maneira correta de cair, sem se machucar.

NATAÇÃO
Aposto que você cansou de ouvir que a natação é o esporte mais completo de todos. E é verdade. O exercício trabalha todos os grupos musculares na mesma proporção, sem impacto, melhora o alongamento e aumenta a capacidade pulmonar, já que o controle da respiração é imprescindível. A única contraindicação é para crianças com alergia ou otites (nesse último caso, tampões feitos sob medida devem resolver). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças já podem aproveitar as aulas na piscina a partir dos 6 meses.

PATINAÇÃO NO GELO
Não tem tradição no Brasil (por motivos óbvios), mas vem ganhando espaço. Auxilia no desenvolvimento da coordenação motora, trabalha flexibilidade, agilidade, força e, sobretudo, equilíbrio. A alta velocidade e a superfície escorregadia podem acarretar quedas espetaculares, por isso é indispensável o uso de equipamentos de segurança, como joelheiras, cotoveleiras e capacete. Melhor esperar até os 7 anos.

PAREDE DE ESCALADA
Força, coordenação motora, determinação e um bocado de autocontrole são necessários para chegar até o topo. Como é preciso desenvolver uma estratégia, planejando o melhor caminho a fazer de acordo com disponibilidade de apoios para os pés, é ideal para crianças maiores, a partir dos 7 anos. Antes disso, pode causar um estresse desnecessário.

TÊNIS
A raquete trabalha os reflexos, a força e a coordenação motora. Os jogos podem até ajudar no aprendizado da matemática, já que a criança tem que saber contar os games. O único cuidado é exercitar também os membros inferiores, para evitar desproporções. A raquete deve acompanhar o tamanho da criança, que pode fazer sua estreia no esporte a partir dos 7 anos.

IOGA
Algumas academias já têm aulas direcionadas para crianças. Além do baixo risco de lesão, as diferentes posturas trabalham com alongamento, concentração e flexibilidade, fazendo com que se crie uma consciência corporal. A respiração também é treinada para acompanhar os movimentos. A partir dos 5 anos dá para ensaiar as primeiras saudações ao sol.

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A hidratação ajudando a ter saúde no exercício físico

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Quando você faz exercícios de maneira constante por uma hora, seu corpo perde mais água do que é capaz de produzir. Se não houver reposição, você se desidrata e prejudica sua saúde. Portanto, é preciso ingerir a água que o seu organismo gasta todas as vezes que você realizar atividades físicas, principalmente no verão ou em dias de sol.

Durante a atividade física, seu corpo perde muito líquido através do suor, afinal a forma que ele encontra para manter a temperatura a 37°C é evaporar água pela pele. Por isso, durante um exercício intenso, como pedalar, nadar ou jogar vôlei, 90% da água que você gasta é eliminada pelo suor.

Além disso, a água também interfere em outros mecanismos muito importantes, como transporte de oxigênio para os músculos, através dos glóbulos vermelhos do sangue; eliminação do dióxido de carbono pela respiração e regulação da pressão arterial, para o bom funcionamento do coração e da circulação. O suor é composto por água (99%), alguns nutrientes, principalmente sódio e cloro, e, em quantidades muito pequenas, potássio, magnésio, cálcio, ferro, cobre e zinco.

A  água pura "não é a bebida ideal quando se necessita repor líquido com rapidez e por completo". O ingrediente essencial que deve estar presente numa bebida de reidratação é o sódio. Além disso, acrescentar açúcar à bebida melhora o sabor e ajuda o organismo a assimilar a água e o sódio com mais rapidez.

Consumir os líquidos frios ou gelados é melhor porque assim a absorção da água é mais rápida. Também é preciso descartar os refrigerantes, as bebidas que contêm cafeína ou álcool (por causa do efeito diurético) e os sucos de frutas ácidas (laranja, limão, etc.). Uma forma prática de ficar bem hidratada nos dias de atividade física é tomar água fresca em pequenos goles, antes e durante os treinos. E também consumir bebidas esportivas, como as isotônicas, que são preparadas com os ingredientes ideais para hidratar o seu organismo em poucos minutos.

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Atividade física melhora qualidade de vida dos doentes renais



Devido às limitações a que estão sujeitos como consequência da doença, muitos doentes renais crónicos descartam quaisquer atividades físicas. Porém, a prática de exercício físico por pelo menos trinta minutos por dia traz uma melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Os doentes renais crónicos, essencialmente os que estão a fazer hemodiálise, apresentam algumas limitações no que diz respeito à tolerância ao exercício físico, uma situação que pode ser consequência de uma anemia ou disfunção cardiovascular.

Apesar desta condição, é importante que os doentes renais não abdiquem da atividade física. Uma caminhada de apenas trinta minutos por dia pode fazer a diferença e pode ser eficaz na diminuição das limitações a que estes doentes estão sujeitos. No entanto, é importante aconselharem-se com o médico para avaliar o melhor programa de exercícios, pois cada caso, estando dependente de diversos factores, requer uma atenção especializada.

 A progressão da doença é muitas vezes silenciosa, isto é, sem grandes sintomas, tendo como consequência uma tardia consulta médica num elevado número de doentes, podendo diminuir assim a possibilidade de uma total recuperação da função renal.

Portanto, inserir a atividade física pode melhorar a qualidade de vida do doente. Consulte o seu médico e procure um profissiona especializado!

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46% dos brasileiros optam pelo sedentarismo

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Quase a metade dos adultos, 46%, no Brasil é de sedentários, segundo Pesquisa Nacional de Saúde. O levantamento aponta que cerca de 67,2 milhões de pessoas excluídas do exercício físico. O ranking de sedentarismo é liderado pelas mulheres, com 51,5% ou 39,8 milhões, contra 39,8% ou 27,4 milhões dos homens.

 

O percentual de mulheres "insuficientemente ativas" varia de 50,3% na região Sul a 56,4% no Norte, que também lidera o maior número de pessoas sedentárias, 48,1%. Entre os homens, essa variação fica entre 37,3% no Nordeste e 41% no Sudeste. Mais da metade, 62,7%, das pessoas de 60 anos ou mais estava inativa o ano passado. Já o grupo menos sedentário é o de idade entre 18 e 24 anos, chegando a 36,7%.

Das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, 50,6% são "fisicamente inativos". É o grupo mais representativo entre os demais. Em relação à etnia, os brancos são um pouco mais sedentários, 47,9%, do que os pardos, 44,8%, e os pretos, 42,4%.

O estudo aponta que um dos fatores que levam ao sedentarismo é o hábito de assistir à televisão. O Sudeste lidera a lista de moradores, 31%, que aderiam ao costume em 2013. O Rio de Janeiro é o Estado com o maior número, 40,4%); seguido pelo Espírito Santo, 29,4%; São Paulo, 28,9%; e Minas Gerais, 28,1%. A pesquisa revela ainda que 37,2% das pessoas de 18 anos ou mais de idade consomem carne ou frango com excesso de gordura no País. (com agências)

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