Exercícios físicos reduzem risco de glaucoma







Mais um motivo para praticar atividade física: o hábito diminui o risco de desenvolver glaucoma, segundo estudo da University College London Institute of Ophthalmology, no Reino Unido. Segundo a pesquisa, níveis mais altos de atividade física têm impacto benéfico na baixa pressão de perfusão ocular (PPO), problema que ocorre quando a pressão do olho é alta e que é um importante fator de risco para o glaucoma.

O estudo examinou a relação entre exercícios físicos e a PPO de 5.650 homens e mulheres de 48 a 90 anos que vivem no Reino Unido. Os pesquisadores avaliaram as atividades físicas dos participantes junto às atividades de trabalho e lazer e, de 2006 a 2010, examinaram a pressão do olho dos participantes - cujo termo médico é pressão intraocular - e pressão sistólica e diastólica.

Os resultados, publicados no periódico Investigative Ophthalmology & Visual Science, mostraram que a prática de exercícios físicos, feitos em aproximadamente 15 anos antes das medições, está associada a uma redução de 25% da baixa pressão de perfusão ocular.

Para os pesquisadores, isso acontece porque a PPO é determinada pela aptidão cardiovascular. Antes desse estudo, acreditava-se que o único fator de risco do glaucoma possível de ser modificado era a pressão intraocular - alterada com medicações, laser ou cirurgia. Agora, acredita-se que uma mudança no estilo de vida possa reduzir os riscos do glaucoma. 

Pequenos derrames podem levar ao glaucoma

Outro estudo pode ajudar a solucionar o mistério da ocorrência do glaucoma de tensão normal (GTN), realizado por oftalmologistas de Hong Kong com pessoas que sofrem os chamados derrames cerebrais silenciosos - bloqueios de pequenas artérias cerebrais, sem apresentar sintomas.

Essa tipo de manifestação do glaucoma trata-se de um enigma para os médicos, já que nesses casos não ocorre o aumento da pressão intra-ocular, que é considerado o fator de risco mais frequente para desencadear o mal.

O glaucoma ataca o nervo óptico, estrutura que leva a informação visual até o cérebro. Há mais de 30 formas da doença. A forma mais comum é a de ângulo aberto, que atinge a população acima de 40 anos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, são mais de 65 milhões de pessoas com a enfermidade. O problema é responsável por 5,2 milhões de casos de perda total da visão.

A ocorrência de glaucoma em pessoas com pressão intra-ocular normal ainda é considerada um enigma para os médicos. O estudo avaliou quase 300 pessoas com GTN. E, cerca de 30% dos participantes, cuja perda de visão progrediu mais rapidamente, sofreram derrames cerebrais silenciosos.

"Fatores de risco vasculares podem influenciar a pressão intra-ocular nessa forma de glaucoma causando neuropatia óptica - o infarto do nervo óptico por redução do fluxo sanguíneo nas artérias", explica o pesquisador Dexter Y.L. Leung, do Hospital do Olhos de Hong Kong.

"Além do aumento da pressão intra-ocular, os fatores de risco que podem levar ao glaucoma são inúmeros, pessoas que tenham histórico da doença na família também devem fazer exames periódicos, já que existe forte influência hereditária. Fazem parte do grupo de risco, ainda, aqueles que tenham diabetes, miopia e façam uso prolongado de esteroides", acrescenta o oftalmologista Elisabeto Ribeiro.


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