Exercício físicos sem orientação adequada podem causar dores e sérias lesões nos ombros







Uma das queixas mais freqüentes nos consultórios dos ortopedistas são as dores nos ombros, problema que atinge não só pessoas sedentárias, mas também esportistas como jogadores de vôlei, tênis, nadadores e outros que praticam modalidades de arremesso. Em geral, as dores são provocadas por lesões inflamatórias causadas por movimentos repetitivos ou excesso de uso, que machucam os tendões.

Para evitá-las é necessário fazer um tratamento de fortalecimento e reeducação muscular, tanto para atletas de alto nível quanto para os de fim de semana. Esses, inclusive, devem tomar cuidados redobrados, pois, por não se exercitarem regularmente têm predisposição a desenvolverem as mesmas lesões inflamatórias dos tendões sofridas pelos esportistas profissionais.

Porém, as dores nos ombros não atingem apenas os esportistas. As lesões estão cada vez mais presentes em crianças, adolescentes e adultos. "As dores nos ombros podem vir também de lesões degenerativas, ou seja, com o avanço da idade há o desgaste das articulações em decorrência do envelhecimento biológico", explica Sérgio Xavier, ortopedista do HCor - Hospital do Coração.

Além de degenerativas as lesões no ombro podem ser inflamatórias e normalmente são causadas por excesso de movimentos repetidos. "As lesões inflamatórias são mais comuns nos jovens e estão relacionadas à atividade esportiva ou de trabalho, as chamadas tendinites. Atletas de fim de semana, acima dos 50 anos, que jogam tênis ou golfe, também costumam sofrer essa lesão", acrescenta o Dr. Xavier.

A calcificação é outra causa de problemas no ombro em pessoas entre 35 e 45 anos. Por volta dos 65 anos, a mulher também é alvo freqüente de problemas na articulação do ombro.


Tratamento:



Geralmente as pessoas não possuem a conduta de prevenção, mas a de correção. Entretanto, para quem já apresenta os primeiros sinais de dor e lesão é importante tratá-las desde o início para evitar que o problema se repita e gere transtornos mais graves, que podem até terminar em cirurgia.



Segundo o ortopedista, o tratamento da dor no ombro tem evoluído bastante nos últimos anos. Os pacientes podem ser tratados clinicamente ou até serem submetidos a cirurgias. "O importante é tratar estas lesões desde o início, com fortalecimento muscular e alongamentos, evitando assim que o problema se repita e gere patologias mais graves", diz Dr. Xavier.

Com a evolução das técnicas cirúrgicas, a artroscopia é o método cirúrgico cada vez mais utilizado, porque é feita por mini-incisões com um aparelho óptico introduzido na articulação. No caso dos ombros, a grande evolução no diagnóstico e tratamento teve início na década de 90.

Movimento contínuo:

Após os 40 anos de idade, aumentam as dores nos ombros em conseqüência do envelhecimento biológico. Algumas pessoas suportam e convivem bem com o problema e outras não. "Cerca de 90% das pessoas que chegam ao consultório queixando-se de dor no ombro têm a chamada síndrome do impacto", declara.

Há uma relação muito estreita entre a atividade física de uma pessoa e a aceleração do processo degenerativo. Os atletas que utilizam os braços para lançamento, como tenistas, golfistas, jogadores de vôlei e nadadores, têm uma tendência maior a desenvolver lesões inflamatórias no tendão, por conta do movimento contínuo de elevar o braço. A mesma coisa ocorre com pessoas que trabalham com os braços elevados acima da cabeça, como professores que dão aula escrevendo na lousa, carregadores e empregadas domésticas.

"Todas essas pessoas têm uma tendência para desenvolver processos inflamatórios nessa região, porque expõem o tendão a situações de estresse, além de uma característica própria do tendão que é a pouca vascularização, fato que o predispõe a esses tipos de lesão. Se o ombro é exposto a uma situação de constante elevação, ele pode ficar 'mais velho' mais rápido. Mas isso não significa que quem poupa atividade física para os ombros não terá lesões no futuro", completa o especialista.

COMENTE ESSE POST

Compartilhe no Google +

0 comentários: