Uso de antinflamatórios nos tratamentos de lesões do esporte







Este artigo trata-se de comentário baseado em nossa experiência profissional com atletas de alto nível. Não petendemos tratar aqui da farmacologia dessas utilíssimas substâncias, nem ousarmos elaborar bula para sua utilização prática.

A história dos antinflamatórios começa por volta de 1829 com a descoberta dos salicilatos. A indometacina, por volta de 1960 foi a primeira droga com efeitos antinflamatórios definidos.

Os antinflamatórios podem dividir-se em hormonais (os corticóides ou "cortisonas") e não hormonais, como o Voltarem, Profenid, Cataflam, etc, como comercialmente os conhecemos.

Quanto ao modo de ação, sabe-se que inibem a síntese das prostaglandinas, substâncias que aparecem no local do processo inflamatório, diminuindo a dor e o edema local.

Os antinflamatórios devem, como todo medicamento, ser prescritos por médicos, pois sua utilização pode provocar uma série de efeitos adversos, muitos deles graves. Assim, podem proporcionar alterações gástricas como gastrite e úlceras; alterações hematológicas, como depressão da medula; alterações renais, como no seu uso crônico, levando até à insuficiência renal, e alterações no sistema nervoso central.

São entretanto substâncias de uso consagrado na prática médica, e movimentam bilhões de dólares anualmente no mundo todo.

Os antinflamatórios não hormonais podem ser utilizados por atletas em competição, porém os hormonais (corticoides) são citados explicitamento no Regulamento Médico do Comitê Olímpico Internacional. Estão enquadrados no artigo 2.5.3 do regulamento de conrole de Doping, sob a classificação de "classes de drogas" sujeitas a certas restrições".

Assim, seu uso é proibido exceto no caso de uso local (em ouvidos, olhos e lesões de pele), em terapia de inalação (na asma e bronquie) e em uso por injeções locais ou intrarticulares.

Nesses casos, o médico do atleta deve reportar o uso de corticóides e justificá-lo antes da competição.

Outra discussão interessante é sobre o uso das infiltrações com corticóide em tendões e articulações. Hoje é sabido que provocam enfraquecimento dos tendões no local aplicado, podendo levar a rupturas inesperadas.

Portanto, atletas de corrida, evitem sempre a "salvadora" infiltração sem orientação médica, ou ainda por médicos não familiarizados com as colocações acima.

Fonte: Dr Augusto Xavier - webrun.com.br

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