Maioria das lesões causadas pelo esporte podem ser prevenidas







A frenética corrida para as academias e a falta de orientação apropriada na realização dos exercícios físicos são responsáveis por grande parte do número de lesões, muito comuns entre os chamados ‘atletas de final de semana’. “As pessoas querem entrar em forma mais rapidamente, perder aqueles indesejáveis quilos extras, mas o organismo nem sempre está preparado para a realização de atividades físicas intensas” alerta Moisés Cohen, ortopedista e traumatologista, professor e Chefe do Departamento de Traumatologia e Ortopedia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

A prevenção de lesões nos esportes será um dos temas apresentados por especialistas no PET (Programas Essenciais em traumato-ortopedia da SBOT – Sociedade Brasileira de Traumatologia e Ortopedia), evento médico que será realizado nos dias 8 e 9 de julho em Curitiba. Organizado pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), com o apoio da Merck Sharp & Dohme, o evento discutirá temas ligados à prevenção de lesões, bem como as causadas na prática desportiva.

O excesso da prática desportiva por atletas profissionais é responsável pela ocorrência de tendinites, lesões musculares e fraturas por stress. Mas é preciso quebrar o mito de que apenas estes atletas sofrem com o problema devido à alta intensidade de seus treinamentos. “A incidência de lesões esportivas em atletas amadores é até mais freqüente, pois há uma grande diferença em termos de condicionamento físico e flexibilidade muscular” destaca o palestrante Nilson Roberto Severino, professor doutor e chefe do Grupo de Afecções no Joelho da Santa Casa de São Paulo e membro titular da SBOT. “Além disso, os atletas profissionais contam com rigoroso acompanhamento médico, calçados e espaços adequados à prática esportiva – que nem sempre estão à disposição dos atletas amadores”.

De acordo com o especialista, o aquecimento e o alongamento muscular prévios à realização da atividade esportiva são medidas simples que contribuem para minimizar os riscos de lesões musculares. Exercícios para ganho de força também são importantes, porém devem ser realizados sob cuidadosa supervisão. “O ideal é que o indivíduo, quer seja um praticante profissional ou não, seja submetido à avaliação clínica e física detalhada. O condicionamento, a flexibilidade e as condições médicas do atleta devem ser avaliados para que seja possível escolher o esporte mais adequado e realizar prescrições específicas”.

No Brasil, cerca de 90% das lesões musculares envolvem os membros inferiores.“Esse número está relacionado com a cultura brasileira, onde o futebol é o esporte mais praticado seja nos campos ou nas ruas”, finaliza o especialista.
O tratamento das lesões musculares inclui a administração de gelo e compressão, associadas à diminuição da atividade física. A fisioterapia e o reforço muscular progressivo também são medidas que contribuem para uma melhor e mais rápida recuperação do atleta.


Fonte: www.paranaonline.com.br

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