Antioxidantes








A primeira vez que ouvi falar em Antioxidantes achei que fosse algum tipo de desengripante, desses que a gente borrifa com cara de especialista em parafusos enferrujados. Mas até que esta suposição não estava tão equivocada assim. A única diferença é que, neste caso, os parafusos enferrujados somos nós mesmos.

 

Para você entender bem esta história toda, vamos começar do princípio. Estima-se que o corpo humano seja composto por cerca de 50 a 100 trilhões de células (não me pergunte quem parou para contar tudo isso!), e cada uma delas é como um pequeno motor. Para se manter em movimento, o motor celular queima combustível de modo semelhante a um carro. Com algumas diferenças, obviamente:

 

A principal gasolina que as células humanas utilizam se chama Glicose, extraída dos  alimentos que ingerimos e distribuída às células do corpo através da corrente sangüínea. Dentro das células, a glicose é queimada utilizando o oxigênio captado da atmosfera pelos pulmões. Este processo de queima, chamado Oxidação, funciona como a caldeira de uma locomotiva, liberando energia e detritos.

Como os cientistas sempre procuram nomes sofisticados para coisas simples, eles resolveram batizar parte dos detritos produzidos pelo processo de oxidação de Radicais Livres. Basicamente, os Radicais Livres são átomos ou partes de moléculas instáveis devido à falta de um elétron. Para repor este elétron, os Radicais Livres vagam pelo corpo "roubando" elétrons de outras moléculas.

Com o tempo, o acúmulo dos danos causados pelo arrastão dos Radicais Livres abre as portas para o desenvolvimento de uma série de doenças, como Hipertensão Arterial, problemas renais, artrite e até mesmo câncer. E esta farra toda pode ser acelerada pela poluição, pela exposição excessiva ao sol e pelo consumo de bebidas alcoólicas e cigarro.

Os Antioxidantes atuam principalmente desativando o poder destrutivo dos Radicais Livres. As principais substâncias antioxidantes na sua dieta são as Vitaminas C e E, o beta-caroteno, o selênio e os fenóis, mas a quercetina, o ácido Fólico, e as Vitaminas A, B6 e B12 também possuem alguma propriedade protetora.

A vitamina C pode ser encontrada em pimentões verdes e vermelhos, brócolis, espinafre, tomates, batatas, morangos, laranjas e outras frutas cítricas. Os cereais são a principal fonte de vitamina E, mas esta vitamina também pode ser encontrada nas nozes, carnes, amendoim, couve, alface, espinafre, brócolis, óleos vegetais e gema de ovo.

Os alimentos mais ricos em selênio incluem cogumelos, brócolis, aveia, germe de trigo e castanha do Pará. Contudo, a concentração de Selênio nestes alimentos está diretamente relacionada à quantidade presente no solo de cultivo. Finalmente, os fenóis são encontrados principalmente em chás naturais, como o chá verde

Para tirar o melhor que os Antioxidantes naturais podem oferecer, o ideal é levar uma dieta o mais natural possível. Evite produtos industrializados e consuma as frutas com casca (no caso da laranja, a casca pode ser utilizada para fazer um chá rico em nutrientes). Legumes e verduras devem ser consumidos frescos. Se cozidos, a água do cozimento não deve ser desperdiçada: utilize-a para fazer molhos ou uma deliciosa sopa mais tarde.

E lembre-se: a melhor maneira de fazer a mesma coisa duas vezes é fazer a primeira correndo. Tenha calma ao alimentar-se, durma bem, pratique exercícios leves regularmente e jamais utilize suplementos antioxidantes por conta própria: conte sempre com a orientação do seu médico ou nutricionista de confiança.
 

COMENTE ESSE POST

Compartilhe no Google +

0 comentários: