Saiba por que beber água em demasia pode trazer prejuízos à sua saúde







Hidratar-se sempre. Esta é a recomendação de médicos e nutricionistas para manter o corpo em bom funcionamento, especialmente durante o verão, estação em que a transpiração é acentuada. Porém, como tudo o que é extremado não é saudável, a água também precisa ser ingerida na medida certa!

Nem todos sabem, mas beber líquidos em demasia tem um lado negativo, principalmente para o órgão responsável pela filtragem da água em nosso corpo: o rim. “Quando o consumo é intenso, o rim acaba trabalhando muito mais do que o necessário”, explica Fernanda Rodrigues Alves, nutricionista do Hospital Samaritano de São Paulo.

Além de prejudicar este órgão, água em exagero pode fazer com que o organismo perca eletrólitos – minerais como sódio, potássio e magnésio -, pois o grande volume força o rim a filtrar mais, eliminando, assim, maior quantidade desses nutrientes.

Outra possível consequência negativa do acúmulo de líquido no corpo, que, no entanto, não é muito comum de acontecer, é a elevação da pressão sanguínea como decorrência do aumento do volume do sangue. Funciona mais ou menos assim: em pessoas com rins saudáveis, para que não haja o aumento da pressão sanguínea, os órgãos acabam trabalhando mais velozmente para conseguir eliminar a água, trabalho este que já os sobrecarrega. Mas se os rins, por algum motivo, não estiverem em pleno funcionamento, não conseguirão se livrar da quantidade de líquido que está em excesso e, dessa forma, ela é absorvida, caindo na corrente sanguínea, podendo, então, elevar a pressão.

Ainda no caso de pessoas em que os rins não estão 100%, as que consomem muita água correm o risco de ter edemas - ou inchaços -, por conta da grande concentração de líquido nas células.

Quanto beber, então?

Não existe uma quantidade determinada de líquido a ser ingerida diariamente. É preciso considerar fatores externos, como a temperatura ambiente – no caso do Brasil, um país tropical, há maior necessidade de hidratação do que em outros países -, se a pessoa pratica exercícios, seu peso, altura, etc.

“Existem fórmulas para estimar a necessidade hídrica de cada um, mas como já dito, essa necessidade varia, portanto, o básico recomendado é de dois a dois litros e meio de água ao dia, ou oito copos”, indica a nutricionista. A urina é um bom medidor para saber o quanto ingerir de água. Quanto mais escura, maior a necessidade; já se estiver transparente, é bom dar uma brecada na ingestão do líquido.

Outro item importante: a hidratação tem de ser feita ao longo do dia, ou seja, nada de tomar quatro copos de água pela manhã e mais quatro antes de dormir! “Se isso ocorrer, vai haver dois períodos sobrecarregados de água e o restante estará desidratado, sem contar que o rim acaba trabalhando demais em um mesmo período”, conclui Fernanda.

Fonte: UOL

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