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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano de 2009


Um excelente ano de 2009 para vocês e suas respectivas familias e amigos. Que a paz possa reinar e que todos os desejos profissionais ou não se concretizem. Vamos agir!!!!
 
Abraço pra todos voces!!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A prática esportiva previne doenças?

Mariah Simonato

É sempre muito importante praticar atividades físicas: seja para a formação social, para se livrar de vícios, seja para o desenvolvimento do corpo e mente, estimulando o raciocínio e reduzindo a ansiedade e estresse. E na prevenção de doenças, a prática física também é válida?

Exercícios simples, feitos regularmente, como pedalar ou caminhar, melhoram a eficiência do coração, pulmão e do sistema circulatório, permitindo ao corpo uma maior circulação de oxigênio e proporcionando uma maior resistência ao organismo. "Várias doenças já foram discriminadas como sendo prevenidas pela prática constante de atividades físicas. Por isso, é sempre válido prescrever exercícios", diz o professor de educação física Sérgio Orofino.

Sérgio Orofino defende que praticar atividades físicas pode combater a hipertensão arterial (pressão alta), a Diabetes do tipo 2 e, principalmente, as cardiopatias. "O hipertenso que pratica exercícios pode vir a deixar de fazer uso de medicamentos antidepressivos. O diabético pode reduzir a ingesta de insulina e as doenças do coração podem ser minimizadas e até evitadas com a prática física", fala Sérgio.

Para o professor Orofino, é importante que antes do indivíduo começar a se exercitar ele faça uma avaliação médica. Tal avaliação será importante para que o exercício adequado seja indicado. Além disso, é necessário que o indivíduo procure uma atividade da qual gosta, pois será mais fácil a sua adesão e dedicação a ela.

"A prática física, quando bem orientada, pode ser uma grande aliada na prevenção de doenças", afirma Sérgio Orofino. "Mas é importante que você não possua nenhuma contra-indicação para os exercícios, uma vez que existem doenças para as quais não se recomenda as atividades físicas", alerta o professor.

Colaboração:
Sérgio Orofino
Professor de Ed. Física
Academia Vitória Sports
(27)3315-6511

Piscina pra todos

 

Uma das principais desculpas para quem foge das atividades físicas é a idéia de que academia é lugar de competição. Quem procura apenas manter a forma nem sempre consegue se adaptar a ambientes em que o ritmo é acelerado e competitivo. Mas já existem opções para quem busca um espaço para movimentar o corpo sem cobranças e com tratamento diferenciado. "Nosso foco não é competição, mas sim, qualidade de vida", explica Luiz Antonio Cerdeiro de Lima, professor de Educação Física e coordenador de natação da Cabral Natação e Fitness.
Unindo uma estrutura completa com qualidade de atendimento, a academia conquistou um público fiel, de todas as idades, desde os bebês aos aposentados. "O que fazemos aqui é incentivar a prática com prazer, respeitando os objetivos de cada aluno e trabalhando para que ele os atinja", enfatiza o professor. As turmas com número limitado de alunos refletem essa política de atendimento com qualidade.
"Todos aqui nos conhecem pelo nome", conta a empresária Elizabeth Günther Oliver, que freqüenta a academia com o marido e os dois filhos, além da irmã e do sobrinho. Ela diz ser sempre uma alegria freqüentar a academia. "As crianças adoram o dia da natação, e eu e meu marido formamos um grupo de amigos muito bacana aqui na Cabral. Isso é bom porque traz motivação e incentiva a não pararmos a prática", conta ela, que nadou até poucos dias antes de dar à luz e hoje acompanha a caçula, de um ano e nove meses, nas aulas de natação.

Socialização

A natação é um dos esportes mais completos que existem. Além de trazer benefícios para a saúde, melhorando a circulação, desenvolvendo e fortalecendo os músculos, aumentando a resistência cardíaca, favorecendo a oxigenação, é um esporte que ainda traz socialização. Além de ajudar no controle do peso, retarda os efeitos do envelhecimento e aumenta a qualidade de vida. "Sem contar que o ambiente aquático reduz o risco de lesões, devido ao baixo impacto sobre articulações e coluna vertebral", esclarece Luiz Antonio.
Para as crianças, o benefício é ainda maior. Segundo a professora de Educação Física especialista em educação infantil, Rosinete Maria Vieira Tomasi, que trabalha há mais de 25 anos com natação para bebês, o desenvolvimento das crianças que nadam é bastante perceptível. "Esse momento de afetividade e contato com a mãe, que acompanha o bebê durante a aula, é altamente estimulante e traz confiança", considera.
Nas aulas de natação, as crianças aprendem a se adaptar ao meio líquido. "O que desenvolvemos é a habilidade de sobrevivência, de deslocar-se na água em busca de um ponto seguro, de flutuar com o rosto livre e manter a calma", explica a professora. Assim, as crianças que nadam acabam se tornando mais seguras e se desenvolvem muito bem, através dos estímulos sensoriais e motores, e também pelo contato com outros bebês, sendo a natação um esporte excelente para socialização das crianças. A empresária Elizabeth Oliver concorda: "eles aprendem a dividir e ficam muito mais atentos a cores, sons e sensações."
Nas piscinas, além da natação, há ainda hidroginástica, hidrogestante e hidrobike.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Reabilitação Cardíaca


A esperança de vida da população aumentou, fruto da melhoria das condições de vida das comunidades. Por outro lado, estamos a comer mais e de uma forma menos saudável, para não falar do fato de o carro, a televisão e o computador nos terem afastado do exercício físico. Como consequência assistimos a um aumento assinalável do número de obesos e da prevalência da doença cardiovascular.

A Reabilitação cardíaca (RC) tem mostrado ser uma valiosa arma terapêutica em indivíduos com doença cardiovascular, nomeadamente no que se refere à capacidade funcional, controlo dos factores de risco global, lentificação do processo aterosclerótico, aumento do limiar de isquémia com melhoria dos sintomas de angina, e mesmo efeitos sobre a mortalidade e novos eventos cardiovasculares. No entanto, continua a ser subutilizada em Portugal, com taxas de referenciação de doentes muito inferiores à média europeia.

O que é a RC?

É todo o processo de desenvolvimento e de manutenção de um nível desejado de actividade física, social e psicológica, após a doença se ter desencadeado. Estudos de metanálises demonstram que os programas de RC baseados no exercício reduzem a mortalidade total em 27% e mortalidade cardíaca em 31%. Actua, ainda, beneficamente ajudando ao controlo dos factores de risco tradicionais, tais como a resistência à insulina, diabetes mellitus, obesidade, dislipidemia e hipertensão. Promove a redução de comportamentos de risco, nomeadamente a cessação tabágica, alimentação saudável e gestão de stresse.

Qual o objetivo de um programa de reabilitação cardíaca (PRC)?

O principal objetivo do PRC é aumentar a qualidade de vida, manter e optimizar a capacidade funcional do paciente, reduzir o risco de doenças cardiovasculares através do exercício físico, educação e aconselhamento. Mas para que os benefícios sejam duradouros, os pacientes têm de ser responsáveis por um estilo de vida saudável e reduzir os factores de risco.

A quem se destina?

Existe uma crença errada de que, após um evento cardíaco, a pessoa deve limitar a sua actividade física, de forma a evitar a recidiva. Os profissionais de saúde devem aconselhar os seus doentes de uma forma simples e pragmática acerca do estado de saúde. Os PRC, inicialmente desenvolvidos nos anos 60, destinavam-se a doentes com enfarte do miocárdio não-complicado. Mais recentemente, o leque de candidatos alargou-se, incluindo, actualmente, doentes submetidos a revascularização coronária, com angina estável, doença arterial periférica, doença valvular, insuficiência cardíaca, portadores de pacemakers ou CDI, ou transplante de coração.

E o médico de família?

O médico de família deve saber que o programa de RC é uma resposta global às necessidades de Saúde do seu doente. Deve envolver os seus familiares mais próximos, para que o doente devidamente enquadrado tenha mais capacidade de fazer escolhas correctas e mantê-las em relação ao estilo de vida, alimentação e observância da terapêutica farmacológica. No capítulo da actividade física o médico de família deverá incentivar os seus doentes, numa fase de estabilidade clínica, a serem activos e realizarem pelo menos 30 minutos de actividade aeróbia na totalidade ou na maior parte dos dias da semana, combinando com treino de força e flexibilidade. De facto, a combinação de exercício com intervenção psicológica e educacional constitui a metodologia mais eficaz de reabilitação cardíaca. Há maior tendência para se frequentar um PRC quando se é referenciado pelo médico assistente.
r.

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