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Exercício pode ajudar cérebro de epiléptico





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Exercício físico e Epilepsia – Como Malhar
O termo epilepsia refere-se a um distúrbio da atividade cerebral caracterizada pela ocorrência periódica e espontânea de crises epilépticas, decorrentes da descarga excessiva e sincronizada da rede neuronal, acompanhada de manifestações comportamentais. Essas crises podem surgir espontaneamente ou ser desencadeadas por situações como: febre, distúrbio eletrolítico, intoxicação, doenças degenerativas e alterações vasculares.3 A epilepsia não é, portanto, uma doença específica ou uma única síndrome, ela representa um grupo complexo de distúrbios decorrentes de funções cerebrais alteradas que podem ser secundárias a um grande número de processos patológicos.

Os exercícios proporcionaram bem-estar e sugeriram ainda uma melhora da autoestima de seus portadores, que se sentiram mais confiantes para sair, se divertir e se sociabilizar.

Apesar do efeito favorável da atividade física sobre a saúde ser inquestionável, programas de exercício físico para indivíduos com epilepsia é ainda assunto de controvérsia.15 Uma atitude superprotetora em relação às pessoas com epilepsia normalmente evita sua participação em atividades esportivas. Esta relutância dos indivíduos com epilepsia e de seus familiares é devida, em parte, pelo medo de que o exercício poderá causar crises ou pelo receio de ocorrência de lesões durante o exercício. Dessa forma, a principal preocupação das pessoas com epilepsia em relação ao exercício físico resume-se na possibilidade deste atuar como fator indutor de crises ou aumentar a frequência das mesmas após o início de um programa de treinamento físico. As crises podem ocorrer durante o exercício, no entanto, com uma freqüência bastante reduzida ou em casos específicos.

Alguns fatores são presumidos em influenciar ou provocar crises durante atividades esportivas ou exercício físico, apesar desta relação ser meramente especulativa:

a) Estresse: O estresse físico e mental são geralmente aceitos como fatores precipitantes de crises. Em esportes de competição, o fator estresse pode induzir crises em pacientes sensíveis ao mesmo.

b) Fadiga: Apenas alguns relatos demonstram a fadiga física como fator indutor de crises.

c) Hipóxia: A hipóxia não ocorre durante atividades esportivas normais. No entanto, poderá ocorrer em atividades como o alpinismo, esqui ou em altas altitudes (2000 m).

d) Hiperhidratação: A hiperhidratação resultante de uma grande ingestão de água ou de uma extrema perda de sódio é um fator conhecido e capaz de provocar crises epilépticas.33 A hiperhidratação pode ocorrer durante exercício físico prolongado como em corrida de maratona e triatlon. Alguns estudos demonstraram que uma superingestão de líquidos isotônicos ou hipotônicos podem levar a hiponatremia.34,35 Entretanto, a perda de água (desidratação) pode ter um efeito protetor em relação à ocorrência de crises.

e) Hipertermia: Existem relatos de que o exercício prolongado (maratona, triatlon) em altas temperaturas (hipertermia) e sob condições de alta umidade podem aumentar o risco de crises epilépticas.

f) Hipoglicemia: A hipoglicemia é uma ocorrência comum durante o exercício muscular prolongado em indivíduos saudáveis. A depleção das reservas de glicogênio muscular ocorre por volta de 90 minutos após o início de um exercício aeróbio (60% VO2máx), com conseqüente produção inadequada de glicose em relação a sua demanda. Em alguns casos, tem-se registrado que a hipoglicemia induzida por corrida de maratona foi capaz de provocar crises epilépticas.38

g) Hiperventilação: O fato de que a hiperventilação pode provocar descargas epilépticas no EEG e crises, especialmente do tipo ausência, tem levado alguns pesquisadores a supor, erroneamente, que a ventilação aumentada que ocorre durante o exercício seja capaz de provocar o mesmo efeito. Entretanto, a ventilação aumentada durante a atividade física é um mecanismo homeostático para manter a demanda de oxigênio aumentada e a alcalose observada durante a hiperventilação não ocorre.

Porém, para quem pratica um exercício físico tem-se observado que tais indivíduos estão propensos a apresentarem menos crises quando estão ativamente ocupados e que poucas crises ocorrem durante a atividade mental e física quando comparadas com períodos de repouso. Durante o exercício físico, um fator não quantificável poderia também reduzir a frequência ou a indução de crises: o limiar de vigilância. Alerta e vigilância são fatores que podem prevenir crises. Toda atividade física necessita de uma certa quantidade de alerta

Considerando a influência do exercício físico na função cerebral e o impacto positivo no controlo das crises, parece razoável incluir programas de exercício como remédios alternativos ou complementares em epilepsia. Os epileptologistas devem ter em conta o uso terapêutico do exercício físico regular quando aconselham os seus doentes. Devem estimular os doentes a praticar regularmente atividades físicas não só para melhorar o controlo das crises como também para benefício geral da sua saúde.

Para saber mais sobre o assunto, leia esse artigo!

Publicado em 23/08/08 e reformulado em 06/05/20






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