sábado, 12 de janeiro de 2008

Exercício físico melhora qualidade de vida em mulher com fibromialgia


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Estudo realizado na Divisão de Medicina de Reabilitação (DMR) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP comprova a elevação da qualidade de vida em mulheres portadoras de fibromialgia submetidas a um programa de condicionamento físico.
 
A pesquisa, realizada pela médica cardiologista da DMR, Lívia Maria dos Santos Sabbag, foi premiada no 4º Congresso Mundial da Sociedade Mundial de Medicina Física e Reabilitação, realizado na Coréia do Sul.
 
"Há piora da dor nos três primeiros meses, mas após esse período a recuperação é significativa, com melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida", destaca Lívia. "Já se sabia que o condicionamento físico é benéfico, mas não havia um estudo predeterminando como deveria ser, freqüência, intensidade, duração dos treinos e a partir de quando o benefício seria notado". Com a pesquisa, confirmaram-se os benefícios e padronizou-se um protocolo de treino.

As pacientes tinham em média 46 anos de idade, e durante o programa não tomaram nenhuma espécie de medicamento. No início do condicionamento físico, e a cada três meses, as mulheres foram submetidas a teste de esforço cardiopulmonar, avaliação da dor pela escala analógica visual e por dolorimetria (aparelho que mede a intensidade da dor), além da avaliação da qualidade de vida. A qualidade de vida foi avaliada pelo questionário técnico SF-36, analisando a vitalidade, dor, aspectos sociais e físicos.

Exercícios

O condicionamento foi realizado na DMR, durante um ano, três vezes por semana, por uma hora. Os exercícios, supervisionados pelo educador físico, foram predominantemente aeróbios e a intensidade foi determinada pelo teste de esforço cardiopulmonar. Foram avaliadas, inicialmente, 25 pacientes, mas ao final, permaneceram 18, em função do aumento da dor no período inicial. As demais prosseguiram e tiveram melhora.

Com o estudo, a DMR adotou, para o tratamento de fibromialgia, o procedimento de prescrição de medicamento associado à acupuntura e psicoterapia, no período inicial de exercícios monitorados, para que o paciente possa suportar a dor decorrente do esforço físico e perseverar no programa.

A pesquisa Efeitos de um programa de condicionamento físico supervisionado sobre a capacidade funcional, dor e qualidade de vida de indivíduos com fibromialgia recebeu distinção, com o certificado "Best Poster", no 4º Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Medicina Física e Reabilitação, ocorrido de 10 a 14 de junho, em Seoul, na Coréia. O trabalho faz parte da tese de doutorado de Lívia Maria dos Santos Sabbag, orientada pelo professor Carlos Alberto Pastore, do Instituto do Coração (Incor).

O estudo contou com a participação dos médicos Paulo Yazbek Jr e Margarida Harumi Miyazaki, da DMR, Helena Hideko Seguchi Kaziyama, do Ambulatório de Dor do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (IOT) e do Instituto de Neurologia do HC, e do educador físico Adilson Gonçalves, da DMR. A apresentação do trabalho na Coréia foi feita por Linamara Rizzo Battistella, diretora excutiva da DMR, que também participou da pesquisa.
 

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