quinta-feira, 16 de maio de 2013

Exercício físico altera metabolismo do estrogênio para prevenir câncer de mama


Mulheres que se exercitam regularmente produzem diferentes produtos residuais de estrogênio

A atividade física reduz o risco de desenvolver câncer de mama porque altera a forma como o hormônio estrogênio é dividido no organismo. É o que mostram pesquisadores da University of Minnesota, nos EUA.

A pesquisa descobriu que as mulheres que se exercitam regularmente produzem diferentes produtos residuais de estrogênio em comparação com mulheres com um estilo de vida sedentário.

"Estudos sugerem que a atividade física reduz o risco de câncer de mama, mas não existem estudos clínicos que explicam [porque]. O nosso é o primeiro estudo a mostrar que o exercício aeróbico influencia a forma como nossos corpos quebram estrogênios para produzir mais derivados ' bons' que reduzem o risco da doença", afirma a líder da pesquisa Mindy Kurzer.

O estudo envolveu 391 mulheres sedentárias, saudáveis, jovens e na pré-menopausa.

Elas foram, aleatoriamente, separadas em dois grupos, um grupo controle de 179 mulheres e um grupo de 212 mulheres para intervenção.

Enquanto as mulheres do grupo de controle continuaram com um estilo de vida sedentário durante todo o período do estudo, as mulheres do grupo de intervenção realizaram 30 minutos de exercício moderado a vigoroso, cinco vezes por semana durante 16 semanas.

Os pesquisadores ajustaram a intensidade do treino para cada indivíduo, de modo que a frequência cardíaca máxima foi uniforme entre todas as participantes.

A equipe coletou amostras de urina diárias, três dias anteriores ao estudo e três dias consecutivos no final do estudo.

Em seguida, mediram os níveis de três tipos de estrogênio e nove de seus subprodutos ou metabolitos em amostras de urina das participantes.

Os resultados mostraram que aquelas que se exercitavam produziram mais de um subproduto chamado 2-OHE1 e menos de outro chamado 16alpha-OHE1, que tem sido associado com uma diminuição no risco de câncer de mama.

Não houve alterações nos níveis destes produtos químicos em mulheres que não se exercitaram.

"Exercício, conhecido por favorecer e melhorar a saúde do coração, também é susceptível de ajudar a prevenir o câncer de mama, alterando o metabolismo do estrogênio. É muito importante, no entanto, decifrar os mecanismos biológicos por trás deste fenômeno", afirma Kurzer.

Kurzer e seus colegas estão agora realizando estudos similares em mulheres com alto risco de câncer de mama.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Confira 8 formas de acrescentar exercício físico à rotina



Com a rotina corrida, nem sempre sobra tempo e disposição para ir à academia. Pois saiba que é possível fazer exercícios durante atividades comuns do dia a dia.

Confira oito dicas, listadas pelo site FitSugar. 

1 - Escove os dentes e faça agachamento: dois minutos é o tempo recomendado para escovar os dentes e, se você escovar três vezes por dia, já tem seis minutos para fazer agachamentos.

2 - Seque o cabelo e tonifique os glúteos: enquanto seca o cabelo com o secador, fique em pé, levante uma das pernas para trás o máximo que puder, sem jogar o tronco para a frente, e volte a baixá-la, mas sem encostar no chão. Depois de 20 repetições, levante a perna na lateral 20 vezes. Repita o procedimento com a outra perna. 
 
3 - Deixe as chaves do carro em casa: vá trabalhar a pé ou de bicicleta. Se a distância for muito longa, vá de carro até determinado ponto e percorra o resto a pé.  
 
4 – Faça flexões de braço no banheiro: quando for ao banheiro, apoie as mãos no balcão e faça flexões de braço por dois minutos.
 
5 – Escolha banheiro mais distante: na empresa, escolha o banheiro mais distante, de preferência um que precise subir escada para chegar.
 
6 - Treine na mesa de trabalho: trabalhe o quadríceps, panturrilhas e canelas sem que ninguém perceba. Sentada, estique as pernas para a frente, com os pés unidos. Levante o máximo que conseguir e aponte as pontas dos pés para você. Faça três séries de 15 repetições.
 
7 – Exercite-se na fila: enquanto aguarda na fila do banco ou do mercado, aproveite para trabalhar a panturrilha. Fique na ponta dos pés e volte à posição inicial.
 
8 – Aproveite o sofá: se está cansada para ir até a academia após um dia longo de trabalho, exercite-se no sofá de casa. Faça flexão de braço apoiando as mãos no sofá. 


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Aeróbica pode prevenir danos ao cérebro de quem bebe em excesso


  Atletas fazem caminhada. Pesquisa associa aeróbica à saúde do cérebro de quem consome muito álcool  Foto: Márcia Foletto 17/03/2010

Atletas fazem caminhada. Pesquisa associa aeróbica à saúde do cérebro de quem consome muito álcool 

O exercício aeróbico pode ajudar a prevenir e, talvez, reverter alguns dos danos do cérebro associados com o consumo excessivo de álcool, de acordo com um novo estudo da Universidade de Colorado.

Os resultados do estudo indicaram que o exercício aeróbico regular, como caminhar, correr ou andar de bicicleta, está associado com um menor dano à massa branca do cérebro entre usuários abusivos de álcool. A massa branca, com a matéria cinzenta, são os dois principais componentes físicos do órgão.

Substância branca é composta por feixes de células nervosas que atuam como linhas de transmissão para facilitar a comunicação entre as várias partes do cérebro, disse o autor principal do estudo, Hollis Karoly, doutorando em psicologia e neurociência na Universidade de Colorado, no campus de Boulder.

- Descobrimos que, para as pessoas que bebem muito e faziam muito exercício físico, não havia uma forte relação entre álcool e substância branca - disse Karoly. - Mas para as pessoas que bebem muito e não fazem exercício, nosso estudo mostrou a integridade da substância branca ficou comprometida em várias áreas do cérebro. Basicamente, isso significa que a substância branca não está enviando mensagens entre áreas do cérebro de forma tão eficiente como seria normalmente.

O grupo de voluntários tinha 60 pessoas, 37 homens e 23 mulheres, que iam desde os bebedores moderados a consumidores abusivos de álcool, escolhidos depois de uma triagem para um estudo sobre problemas relacionados ao álcool e à nicotina.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Caminhar faz tão bem para coração quanto correr


  Correr reduz risco de pressão e colesterol altos, além de diabetes  Foto: Carlos Ivan/05-12-2012

Correr reduz risco de pressão e colesterol altos, além de diabetes Carlos Ivan/05-12-2012

Caminhar rapidamente pode reduzir o risco de desenvolver pressão e colesterol altos, além de diabetes, na mesma proporção que correr, de acordo com um estudo publicado no periódico "Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology" da "American Heart Association".

Os pesquisadores analisaram 33.060 corredores e 15.045 pessoas que caminham. Eles descobriram que a mesma energia usada na caminhada intensa e a corrida resultaram em redução do risco de doenças relacionadas ao coração.

- Caminhar e correr desenvolvem o mesmo grupo de músculos e as mesmas atividades realizadas em diferentes intensidades - disse o coordenador do estudo, Paul Williams, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos.

Ao contrário da maioria das pesquisas, estes cientistas avaliaram o gasto da caminhada e da corrida por distância e não por tempo. Os participantes, com idades entre 18 e 80 anos, forneceram dados de atividade, respondendo a questionários.

- Se a quantidade de energia gasta for a mesma entre os dois grupos, os benefícios de saúde são comparáveis - disse Williams.


sexta-feira, 29 de março de 2013

Reumatismo e exercícios físicos


Os médicos falaram também sobre o reumatismo, termo utilizado para definir doenças reumáticas das articulações, músculos, ligamentos e tendões, comum em pessoas mais velhas, mas que também podem acontecer com jovens.

Segundo o reumatologista Roberto Heymann, existem mais de duzentos problemas que podem ser designados pelo reumatismo – os mais conhecidos são a artrite reumatóide e a artrose, que afetam cartilagens e articulações, causando dor e até deformação ou limitação dos movimentos.

No caso da artrite reumatóide, outros órgãos podem se prejudicar, como o pulmão, o coração, os olhos, os nervos e até o coração.

Apesar de ser um problema logo associado aos mais velhos, crianças e adolescentes também podem ter, como mostrou a reportagem da Marina Araújo. A pequena Kessia descobriu o problema aos 8 anos quando sentiu uma dor no pescoço, assim como a Caroline que também foi diagnosticada com a artrite aos 9 anos.

Segundo o pediatra e professor de reumatologia pediátrica Claudio Len, se a criança sentir uma dor persistente que atrapalha seu dia a dia, ela deve ser levada ao médico. Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce da artrite reumatóide é importante para prevenir danos irrecuperáveis na articulação. Com o problema bem controlado, a criança pode levar uma vida normal, praticando esportes e mantendo uma rotina saudável.

Já artrose é o desgaste da cartilagem, que pode ser causado, por exemplo, por uma lesão no ligamento cruzado do joelho, responsável pela estabilidade do membro. Com a lesão, o joelho fica instável, o que pode desgastá-lo.

De acordo com o reumatologista Roberto Heymann, nem toda pessoa com artrose tem que colocar prótese porque depende da evolução do problema – a prótese costuma ser indicada quando há perda funcional da articulação dos joelhos e do quadril, ou seja, quando ela não responde aos tratamentos e deixa de se locomover.

Artrite e artrose valendo (Foto: Arte/G1)

 


Exercício físico ajuda a diminuir dor no corpo causada pela fibromialgia


A fibromialgia é uma síndrome que aumenta a sensibilidade e faz com que o paciente sinta dor em todo o corpo, mesmo sem nenhuma lesão.

Apesar de não ter cura, esse problema não é fatal e não causa danos às articulações, músculos ou órgãos internos. Porém, é bastante incômodo e, por isso, a principal recomendação para aliviar as dores é a prática regular de atividade física.

Ao se exercitar, o corpo libera endorfina e neurotransmissores com ação analgésica no sistema nervoso central, diminuindo a dor. Além disso, os exercícios ajudam também a melhorar o sono e o humor do paciente, que normalmente fica alterado por causa da síndrome. No entanto, os médicos alertam para a importância de realizar uma avaliação antes de começar uma atividade física, que deve ser individualizada e prescrita por um médico.

Bem Estar - Infográfico fala sobre fibromialgia (Foto: Arte/G1)

De acordo com o reumatologista Roberto Heymann, os exercícios aeróbicos no solo, como a caminhada, ou os na piscina são os mais bem estudados e determinantes na melhora dos sintomas da fibromialgia. Já as atividades de fortalecimento e alongamento também são eficazes e podem ser prescritas com segurança para tratar a síndrome.

Os médicos explicaram que, além da dor no corpo, o paciente com fibromialgia sente também dor ao ser tocado – seja num abraço ou até numa simples carícia. Fora o toque, a dor pode piorar também por causa do excesso de esforço físico, estresse emocional, infecções, exposição ao frio, sono ruim ou também traumas.

Esses traumas, inclusive, geralmente desencadeiam a fibromialgia, que normalmente começa com uma dor localizada crônica que acaba se alastrando por todo corpo. Porém, o motivo pelo qual a pessoa desenvolve a síndrome ainda é desconhecido.

O que se sabe é que há uma relação com a depressão, apesar dos dois problemas serem condições clínicas totalmente diferentes.

Isso acontece porque o sentimento negativo do comportamento depressivo influencia na interpretação do cérebro, o que pode aumentar ainda mais a dor do paciente com fibromialgia – por isso, quem tem a síndrome e não trata o quadro de depressão pode ter uma dor muito maior.

Embora não exista cura, a síndrome não é progressiva, ou seja, pode melhorar com o tempo e até existem casos em que os sintomas retrocedem quase totalmente. Por isso, o problema não pode ser considerado uma doença, mas uma condição clínica que exige controle e acompanhamento médico.


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ex: prevenção


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