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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Exercício físico beneficia mulher que já teve câncer de mama


Até pouco tempo atrás, acreditava-se que fazer atividades físicas poderia piorar o quadro de saúde de pessoas que sobreviveram ao câncer de mama, mas desenvolveram linfedema, que é um inchaço crônico que costuma aparecer após o tratamento. Entretanto, um estudo publicado no Journal of Cancer Survivorship descobriu que os benefícios da prática de exercícios nesses casos superam os riscos aos quais as pacientes são expostos. A análise foi liderada por pesquisadores da University of Missouri, nos Estados Unidos.

Para a pesquisa, foram avaliados mais de mil artigos e revisados 19 estudos anteriores. Destes, sete abordavam a prática de exercícios de resistência, outros sete, exercícios aeróbicos e os cinco restantes outras formas de exercício.

Os resultados mostraram que a prática lenta e progressiva de exercícios de diferentes modalidades pode ser realizada de forma segura sob supervisão e não está associada ao desenvolvimento ou ao aumento do linfedema decorrente do câncer de mama.

Segundo os especialistas, o sedentarismo oferece mais riscos à saúde do que a prática de exercícios, mesmo em pessoas que se recuperaram da doença. Treinar regularmente pode até diminuir a chance de recorrência do câncer.

Reconstrução da mama possibilita a recuperação da autoestima

 A mama é um dos símbolos da identidade feminina. A sua extração para tratar o câncer de mama significa muito, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico para a mulher. Portanto, a sua reconstrução é de suma importância para que a paciente recupere a autoestima, auxiliando, assim, o tratamento do câncer e o restabelecimento do convívio social.

Em pacientes submetidas à mastectomia, o objetivo maior da cirurgia reconstrutora é a reabilitação estética, retirando da paciente o estigma do câncer e da mutilação. O retorno à condição física pré-câncer é fundamental neste processo e a morbidade da retirada da musculatura não é desprezível. A microcirurgia e os retalhos perfurantes constituem mais uma opção para as mulheres mastectomizadas pela menor agressão à parede abdominal e pelo retorno mais precoce às atividades habituais pré-operatórias. A ponderação entre estas vantagens e os riscos inerentes à complexidade do procedimento deve ser aventada, colocando-se assim a melhor opção de tratamento e reabilitação.

O tipo de cirurgia para reconstrução da mama varia de acordo com o tamanho e localização do tumor biótipo da paciente e o volume da mama. Pacientes magras e com mama contralateral pequena apresentam melhores condições para reconstrução da mama com expansor de pele e posterior colocação de prótese de silicone. Em mulheres obesas ou com mama contralateral grande, a reconstrução pode ser feita com expansor e prótese de silicone de maior volume ou com tecidos do abdômen ou das costas, com ou sem próteses.

Grande parte das cirurgias reconstrutoras são realizadas simultaneamente à retirada do tumor cancerígeno. Dessa forma, diminui-se o tempo de internação e a reabilitação social é beneficiada. Quando a reconstrução é imediata, a paciente não precisa conviver com a mutilação parcial ou total do seio, a mastectomia. A experiência se torna menos traumática.

Direito assegurado

A cirurgia de reconstrução da mama é assegurada pelo Sistema Único de Saúde, SUS, desde 1999. Os procedimentos cobertos incluem o implante da prótese de silicone. A saúde suplementar também prevê a cirurgia plástica reconstrutiva da mama, após tratamento para retirada de câncer para os contratos celebrados após 1998.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Natação reduz a pressão arterial em indivíduos pré-hipertensos

Natação reduz a pressão arterial em indivíduos pré-hipertensos

A prática regular de atividades físicas é uma medida de hábito de vida preconizada para evitar o apareciento da hipertensão arterial (pressão alta).A crescente procura da natação como uma forma de prevenção não-medicamentosa para a hipertensão arterial tem aumentado nos últimos anos.

O pesquisador Leandro Monteiro Zein Esteves (Universidade Católica de Brasília – Taguatinga, Brasília, Distrito Federal) e seus colaboradorews analisaram as respostas da pressão arterial (PA) após o exercício de natação e durante a rotina diária de trabalho de indivíduos pré-hipertensos.Os pesquisadores concluíram que a natação em intensidade moderada a alta foi eficaz para promover redução da PA pós-exercício em indivíduos pré-hipertensos durante a sua rotina de trabalho.

Oito indivíduos pré-hipertensos foram submetidos a duas sessões, sendo uma de natação (SN) e a outra de controle (SC). A PA foi medida no repouso pré-exercício e durante 12 horas de recuperação pós-exercício.Na SN, os pacientes nadaram por 45 minutos em uma intensidade moderada a alta, e, durante a SC, os sujeitos permaneceram em repouso na posição sentada pelo mesmo período de tempo.

Os resultados da pesquisa evidenciaram uma diminuição significativa  na pressão arterial sistólica (PAS) por duas horas após a SN em relação ao repouso, e uma diferença significativa entre a variação da PAS na recuperação pós-exercício em relação ao repouso pré-exercício.Este achado foi observada entre as sessões na primeira e segunda horas após a recuperação, respectivamente.

Fonte: Revista Brasileira de Medicina do Esporte.

Entre em forma no verão com as lutas marciais

Boxe beneficia os músculos dos braços, das pernas e do abdômen, além de melhorar o reflexo. Foto: Shutterstock/Terra

Para conquistar um corpo bem definido neste verão, além dos exercícios físicos comuns das academias e daquela dieta balanceada (e muitas vezes chata), a prática de lutas marciais tem sido uma grande aliada dos homens e das mulheres que desejam entrar em forma durante a estação mais quente do ano. Afinal, existem modalidades que podem mandar para bem longe mais de mil calorias por aula.

E a perda de peso não é o único benefício das lutas, que se tornaram febre em todo o país. Independentemente do tipo escolhido, elas aumentam o condicionamento físico e cardiovascular, tonificam os músculos dos braços, das pernas e do abdômen, melhoram a coordenação motora e ensinam métodos de defesa pessoal.

"A luta marcial é um esporte muito completo, que trabalha com a força, a resistência e a flexibilidade, promovendo um gasto calórico enorme e atuando também como uma válvula de escape para o estresse. Quem pratica, em vez de dar um soco no chefe, pode liberar a raiva esmurrando o saco", brinca Bruno Santos Feitosa, professor de Educação Física, pós-graduado em Treinamento Desportivo pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e personal trainner nas academias Forma Ativa e Reebook Sports Club, ambas de São Paulo.

A boa notícia é que a maioria das artes marciais pode ser praticada por pessoas de todas as idades. Desde crianças a vovôs e vovós, todos são bem-vindos, desde que tenham o acompanhamento adequado, sigam as orientações do profissional e respeitem os limites do próprio corpo.

"Como a luta é muito intensa, os iniciantes devem praticá-la de uma forma gradativa para evitar dores musculares no dia seguinte. Além disso, é fundamental a ingestão de líquido para garantir a hidratação", recomenda Eduardo Okuhara, professor do curso de Educação Física da Universidade Metodista de São Paulo.

Outra dica importante é não deixar de lado os cuidados na hora de escolher os alimentos, que são a fonte de energia de quem pratica qualquer tipo de exercício físico, pois de nada adianta um treinamento eficaz se não houver uma alimentação saudável e completa por trás.

E aí, gostou da ideia de entrar em forma com chutes, socos e agarrões? Então saiba mais sobre as principais modalidades de lutas marciais oferecidas e escolha a que mais faz o seu estilo.

Boxe
O treino não consiste apenas na luta em si, mas também na realização de exercícios para o preparo físico, como flexões, abdominais e corrida, que beneficiam os músculos dos braços, das pernas e do abdômen, além de melhorarem o reflexo. Em cada aula, de aproximadamente uma hora, é possível eliminar 800 calorias.

Muay Thai (boxe tailandês)
Com a prática do Muay Thai ,os iniciantes podem gastar cerca de mil calorias em uma hora de luta. Assim como no boxe, a modalidade valoriza o preparo físico, acelerando a circulação e fazendo com que o curso sanguíneo seja mais rápido. As articulações têm um papel importante no esporte. Por isso, punhos, cotovelos e canelas são muito trabalhados.

Jiu-jitsu
Luta de contato, que exige concentração, esforço físico intenso e respostas rápidas do corpo. Cada aula é capaz de queimar mil calorias, além de promover o aprendizado de técnicas de defesa pessoal.

MMA (vale-tudo)
Impulsionado pelo sucesso do UFC (Ultimate Fighting Championship), o MMA tem feito a cabeça de quem quer emagrecer. Por ser uma mistura de todas as artes marciais, o esporte é dinâmico e tem treinos bem intensos, capazes de queimar mais de mil calorias.

Exercícios aeróbicos mantém a pessoa magra ao longo da vida

Corrida

Ganhar peso ao longo da vida é um problema comum ao ser humano. Com a idade, o metabolismo desacelera e o acúmulo de gordura se dá de forma progressiva.

Porém, com alimentação equilibrada e a prática de exercícios constantes é possível manter o mesmo manequim de jovem. De acordo com um estudo americano, aqueles que têm dificuldade de engordar e se encontram com o peso dentro da normalidade, precisam de apenas uma hora por dia de exercícios.

No entanto, homens e mulheres que se exercitam menos de 420 minutos por semana, apresentam um ganho de peso maior se comparado aqueles que têm uma vida ativa e mantém uma rotina de exercícios diários.

Ainda segundo o estudo, a partir de uma idade os exercícios passam a ter uma importância fundamental na vida do ser humano. Exercícios aeróbicos como corrida, natação e até mesmo uma caminha rápida ajudam a evitar o ganho de peso, pois eles têm o poder de acelerar o metabolismo mesmo quando o corpo está parado.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Energia para o exercício



Assim como o combustível é imprescindível para fazer o carro rodar, a comida é importante para dar energia ao praticante de qualquer atividade física.

"Uma rotina intensa de treinos deixa de ser saudável quando a dieta não está à sua altura do gasto calórico provocado pelo exercício", atesta a nutricionista esportiva Suzana Bonumá, especialista em fisiologia do exercício pela USP e diretora da Associação Brasileira de Medicina do Esporte (ABME).

Em resposta ao desgaste o corpo aumenta as necessidades nutricionais para se recuperar do esforço, preparar os músculos e repor as perdas de nutrientes ocorridas ao longo do exercício.

"Um descuido na alimentação pode incapacitar seu corpo de se recuperar completamente, tornando-o mais vulnerável a lesões, infecções e deficiências nutricionais", diz a especialista, autora do livro A Dieta do Corredor (Editora Academia).

O que mudar

Se a dieta estiver equilibrada em nutrientes, com alimentos saudáveis e em quantidades adequadas e fracionada ao longo do dia, talvez não seja preciso mudar a alimentação.

"Tudo vai depender do seu volume de atividade, da finalidade desse exercício, do horário em que ele é praticado. A alimentação pode ser ótima aliada para perda de peso, melhora de rendimento e recuperação muscular. Quanto mais ajustada estiver, melhor", diz a nutricionista.

E para quem tem medo de que a fome ganhe proporções descomunais com o gasto energético maior, uma boa notícia: estudos da Sociedade Americana de Fisiologia demonstraram que logo após o início da prática da caminhada ou da corrida ocorre justamente o contrário, ou seja, há uma redução de apetite devido a uma série de estímulos provocados por essas atividades. Ao longo do dia, porém, vai bater aquela fominha. Por isso é necessário balancear e fracionar as refeições de maneira adequada. Para quem faz caminhadas leves o cardápio não muda muito.

"Consumir uma pequena dose de carboidrato antes da atividade, já que a demanda do exercício é baixa, é o suficiente", diz Suzana. Ao longo do dia é importante fracionar as refeições, evitando apenas alimentos ricos em açúcares e gorduras.

Para aqueles que já iniciaram a corrida, é preciso um pouco mais de cuidado com a dieta. Antes dos treinos, é importante fazer uma alimentação baseada em carboidratos, combinada com uma pequena dose da proteínas, o que garante a energia para o treino – e ainda reduz os danos musculares.

O ideal é fazer uma refeição leve ou um lanche entre uma e duas horas antes de começar a atividade. Após o exercício, a alimentação adequada reduz o risco de danos musculares. Por isso é bom garantir uma boa dose de carboidratos e proteínas.

Hidratação

Beber líquidos é fundamental antes, durante e depois da atividade. "Mas é preciso dosar a quantidade e os intervalos de ingestão, caso contrário o atleta pode ficar desidratado (quando ingere água de menos) ou com hiponatremia (quando ingere água demais), o que, em ambos os casos, é prejudicial", explica a nutricionista.

As atuais recomendações de hidratação durante o exercício físico, adaptadas do American College of Sports Medicine (ACSM), reforçam a necessidade de respeitar as variações individuais e climáticas, pois cada pessoa apresenta uma perda diferente de líquidos.

A quantidade e os intervalos, portanto, dependem do volume e intensidade do exercício, das condições climáticas e do próprio indivíduo. Em dias mais quentes e secos e em treinos mais intensos, porém, a hidratação deve ser feita com maior freqüência.

Suplementos: devagar com eles

Antes de sair gastando com suplementos e vitaminas, é importante procurar a orientação de um médico ou nutricionista, para saber se eles são realmente necessários . Geralmente quem está iniciando na caminhada ou na corrida não precisa de suplementação.

"O uso de suplementos só é sugerido para corredores de alta performance e que têm elevado volume de treino", esclarece a nutricionista Suzana Bonumá.

10 alimentos aliados do exercício

Aveia: rica em nutrientes e repleta de carboidratos, é altamente energética
Batata doce: fonte de antioxidantes, também tem alto teor de carboidratos, o que dá energia para o treino
Brócolis: uma das verduras mais ricas em nutrientes e excelente fonte de vitamina C e folato, que reforçam as defesas do organismo
Cebola: graças à quercetina, combate os radicais livres e o colesterol ruim (LDL). Sua ação anti-inflamatória ajuda na recuperação muscular
Chá verde: os flavonóides presentes na bebida têm efeito antioxidante, o que combate os radicais livres produzidos com o desgaste da atividade física
Iogurte: é rico em proteínas (elas ajudam na recuperação muscular), cálcio (que contribui para saúde óssea), e lactobacilos (fortalecem o sistema imunológico)
Noz pecan: contém fibras, potássio, magnésio, vitamina E e selênio, protege as membranas celulares, reforça as defesas do corpo e contribui com a reposição de eletrólitos perdidos com o suor
Quinoa: contém mais aminoácidos do que os outros cereais, o que é especialmente importante para quem faz atividade física
Salmão: excelente fonte de ômega-3, indicado para a recuperação muscular
Semente de linhaça: tem efeito anti-inflamatório e ajuda na defesa imunológica

Carboidratos para comer antes do treino
1) Arroz
2) Aveia
3) Banana
4) Batata
5) Bolacha salgada
6) Cereal de milho
7) Macarrão
8) Pão

Comidinhas pós-treino
1)
Torrada com queijo branco e geléia
2) Vitamina de frutas
3) Banana com aveia e mel
4) Macarrão com molho de tomate e filé de frango

Fonte: Suzana Bonumá, nutricionista, autora do livro A Dieta do Corredor

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Exercício melhora condição física e memória de idosos

Muita gente corre a vida inteira e pensa que, quando a velhice chegar, será o momento de ficar sentado no sofá. Mas estudos indicam um outro caminho a seguir. O exercício físico para pessoas com mais de 60 anos, além de fazer bem para o corpo, ajuda a mente, melhorando a memória e o raciocínio.

Pacientes com mal de Alzheimer e Parkinson podem retardar o avanço da doença. Estudo realizado na Unifesp com 65 idosos - submetidos durante seis meses a um programa de musculação - apontou melhora sensível nas funções cognitivas, como memória, raciocínio, percepção e coordenação motora. "Alguns iam com lista ao supermercado e dispensaram o papel. Tamanha confiança de que iam lembrar", conta Ricardo Cassilhas, profissional de educação física que comandou a pesquisa. O humor dos voluntários também melhorou.

Só por sair de casa e conhecer pessoas, houve diminuição da depressão e ansiedade. Com o fim do estudo, a maioria tem intenção de continuar se exercitando. "Eles não queriam perder o que tinham ganhado." Antes de começar uma atividade física, muitas pessoas ficam reticentes. "Uns acham que não fizeram nada a vida toda e não vão começar depois de velhos. Outros se sentem excluídos de ambientes como academias", afirma Cassilhas. Não há restrição ao fato de ter sido sedentário, desde que tenha acompanhamento médico. "É animador. Se a gente conseguir modificar determinados hábitos, diminui o risco de doenças e melhora a qualidade de vida do idoso e da família", afirma Cássio Bottino, coordenador do Projeto Terceira Idade do Instituto de Psiquiatria do HC. Às vezes, os parentes acreditam que mantê-lo dentro de casa é o melhor. "Superproteção é algo que a gente combate. O familiar não deve fazer nada que o paciente é capaz." Pesquisas comprovam que a atividade física também é recomendada para quem tem Alzheimer ou Parkinson. "Se é um momento em que a memória está começando a declinar e a gente pode usar alguma coisa que a faça melhorar ou estabilizar, é um ganho", diz Cybelle Maria Costa Diniz, geriatra e diretora científica da Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer). "Para o paciente com doença de Parkinson, o primeiro tratamento, às vezes até antes do remédio, é exercício físico." A atividade física representa um novo mundo para o idoso, no qual ele não precisa estar só. "Trabalho com a afetividade. A gente tenta se tornar um amigo dessa pessoa, não só um terapeuta que vai lá realizar movimentos", diz o professor de educação física Carlos Eduardo de Carvalho Afonso.

Por: Constança Tatsch

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