Estudo: "Quarentões" ativos têm risco de câncer reduzido até pela metade


Homens "quarentões" em boa forma física têm menos chances de desenvolver cânceres de pulmão e colorretal. É o que sugere um estudo publicado pela revista médica especializada JAMA Oncology.

O estudo determinou que correr ou andar 1,6km em menos de 12 minutos é um parâmetro para boa forma 

Os pesquisadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, também sugerem que a combinação de boa alimentação e bom nível de atividade física aumenta as chances de sobrevivência para homens em boa forma no caso de eles diagnosticados com a doença.

E alertam ainda que mesmo pequenas melhorias na rotina de exercícios já podem diminuir os riscos de câncer.

Ainda que exercício e alimentação balanceada sejam medidas já conhecidas para reduzir as possibilidades de se ficar doente, a autora do estudo da Universidade de Vermont, Susan Lakoski, acredita ser benéfico dizer as pessoas o quanto elas precisam melhorar sua forma física para reduzir o risco de câncer a níveis aceitáveis.

Isso viria sob a forma de planos personalizados de exercícios, que mediriam, por exemplo, sua capacidade cardiorrespiratória.

Teste da esteira

O estudo analisou 14 mil homens no Estado americano do Texas, com idades variando entre 46 e 50 anos. Os pesquisadores testaram o condicionamento físico dos voluntários fazendo-os correr numa esteira até a exaustão.

Os voluntários, então, tiveram sua forma física testada a cada seis anos e meio entre 1971 e 2009.

Entre 1999 e 2009, 1.310 homens tiveram câncer de próstata, 200 de pulmão e 181 desenvolveram o colorretal.

Segundo os pesquisadores, homens com alto nível de atividade física na meia-idade reduziram seu risco de câncer de pulmão em 55% e o de colorretal em 44%, em comparação com homens mais sedentários - mais especificamente os que demoraram mais de 12 minutos para correr ou andar uma milha (1,6 km).

Porém, o estudo descobriu que homens com boa condição física não mostraram redução de risco de desenvolvimento de câncer de próstata.

Os autores do estudo acreditam que isso se deve em parte ao fato de homens de bom desempenho cardiorrespiratório em geral serem mais conscientes em relação a sua saúde e mais dispostos a se submeter a exames de câncer de próstata - o que aumenta as chances de diagnóstico.

Seja como for, segundo Lakoski, "a mensagem é que a prevenção começa antes do que se imagina".

"Seus hábitos e sua forma física têm impacto no que vai acontecer 20 ou 30 anos mais tarde. E muita gente não pensa nisso".

A pesquisadora afirma no estudo que apenas estar em forma física acima da média já traz vantagens para a saúde.

Um porta-voz da ONG britânica Cancer Research, Tom Stansfeld, diz que a pesquisa mostra uma nova via de estudo das relações entre forma física e o risco de câncer.

"Praticar atividades físicas regularmente é ótimo para a saúde e o estudo mostra que os benefícios são muito maiores do que somente para a saúde cardíaca", afirma Stansfeld

7 Grandes benefícios de uma pequena caminhada

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E se houvesse algo que você pudesse fazer todos os dias que queimasse calorias, fosse bom para o seu coração e ajudasse a mantê-lo jovem. Você faria, certo?

Essa é a causa pela qual os médicos são tão loucos por caminhadas, especialmente frente a uma nova pesquisa que diz que andar faz bem para tudo desde cortar os riscos de câncer de mama até ajudá-lo a dormir.

1. É excelente para o coração

Um estudo recente descobriu que andar rapidamente por 30 minutos todos os dias reduz suas chances de desenvolver a síndrome metabólica, que gera uma série de fatores de risco ligados a doenças cardíacas, diabetes e derrame. Estima-se que centenas de milhões de mulheres pelo mundo sofram de síndrome metabólica. Não tem tempo para uma caminhada diária de meia hora? 

2. Reduz os riscos de câncer de mama

Andar, mesmo por poucas horas na semana reduz significativamente o risco de câncer de mama, de acordo com um estudo. A idéia é que andar ajuda a reduzir os níveis de gordura corporal, uma fonte de estrogênio. Foram pesquisadas 74 mil mulheres na pós-menopausa com idades entre 50 e 79 anos. Aquelas que tinham um peso normal tiveram risco 30% menor de contrair a doença. As que estavam acima do peso reduziram entre 10 e 20% as chances. Mulheres mais jovens podem conseguir benefícios similares.

3. Ajuda o sono

Uma caminhada rápida pela tarde irá colaborar para uma melhor noite de sono. Andar pode aumentar os níveis de serotonina, o hormônio da felicidade, que relaxa seu corpo. O aumento na temperatura corporal que a caminhada gera pode sinalizar o seu cérebro para baixar a temperatura em seguida, o que promove o sono. Evite andar duas horas antes de ir para a cama. É muito tarde para resfriar o corpo.  

4. Faz você feliz

Andar pode aliviar a depressão, ansiedade e estresse. Apenas uma caminhada de 30 minutos pode fazer você sentir-se melhor quando está triste, descobriu um estudo. Amplie este tempo para 90 minutos, cinco dias da semana, e você sentirá uma grande melhora, de acordo com um novo estudo. A explicação possível: Andar ajuda o corpo a produzir endorfinas, elementos químicos que melhoram o humor. 

5. Mantém a magreza

Andar por 30 minutos por dia pode prevenir ganho de peso em pessoas fisicamente inativas, segundo outro estudo. Pesquisadores também descobriram que mulheres que andem por uma hora, cinco dias por semana e consumiam 1.500 calorias por dia perderam 11quilos e mantiveram este peso longe ao longo de um ano. A razão pela qual caminhar ajuda a controlar o peso? Fácil! "Quanto mais difícil o exercício, menos pessoas o farão", disse o médico ortopedista Johnny Benjamin. 

6. Protela a velhice

Diversos estudos em pessoas mais velhas sugerem que andar, mesmo por apenas 45 minutos por semana, ajuda a evitar doença de Alzheimer. Passeios regulares também estão ligados a boa lucidez em idosos. Mas não importa a sua idade, andar tem boas chances de ajudar a manter a sua mente ativa, especialmente se você anda com seus amigos; falar enquanto caminha é um excelente estimulante cerebral, segundo Benjamin. »

7. Protege seus ossos

Apenas 30 minutos de caminhada, três vezes por semana, faz maravilhas para prevenir e tratar o afinamento dos ossos. Este tipo de exercício, que usa 95% dos seus músculos, faz com que seus ossos fiquem mais fortes para que possam agüentar a carga.

[Fonte]

7 razões de saúde que não impedem a prática de atividade física


exercício é remédio
 

Hoje o consenso entre pesquisadores é que, com os devidos cuidados e sob orientação especializada, exercícios físicos podem ser realizados com segurança mesmo por portadores de doenças crônicas.

1. Osteoporose

É verdade que o risco de uma queda render fraturas cresce em gente com ossatura frágil. Mas, é possível lançar mão da musculação para derrubar essa barreira: afinal, músculos bem trabalhados servem como amortecedores de impacto e trazem equilíbrio. Como se não bastasse, as atividades de resistência solidificam o esqueleto. Um artigo da Universidade Walsh, nos Estados Unidos, demonstra ainda que sujeitos com osteoporose que vão à academia regularmente dependem menos de terceiros para cumprir tarefas do cotidiano. Caminhada também traz benefícios para quem sofre com a fragilidade óssea. No passado, acreditava-se que, por proporcionar choques potentes dos pés com o chão, a corrida seria mais construtiva ao esqueleto. Mas hoje se sabe que o impacto das passadas regulares estimula a produção de massa óssea, com a virtude de causar menos fraturas por estresse do que a corrida.

2. Artrose

A osteoartrite, também conhecida como artrose, nada mais é do que um desgaste das juntas. As dores e a rigidez muscular que provoca costumam tirar a disposição para se mexer. Mas incluir a musculação na rotina é ótima estratégia para conter a chateação. Ela é um dos métodos mais eficazes para proteger as articulações, porque favorece a produção do líquido sinovial, que mantém as cartilagens nutridas e íntegras. Sempre com orientação de um professor, o ideal é reduzir as repetições e aumentar a carga, o que dá um gás a mais às fibras musculares que seguram o tranco imposto às juntas toda vez que damos um passo ou subimos a escada. Outro ponto importante é dar foco à área abalada. Quem sofre com artrose de joelho, por exemplo, faz de tudo para não usar a perna afetada de apoio. Ocorre que o desuso enfraquece os músculos, abrindo as portas para mais incômodos. O jeito é dedicar tempo ao desenvolvimento do local debilitado. As juntas se beneficiam também com a caminhada, que igualmente turbina o tal líquido que abastece a cartilagem – assim, garante a integridade dessa estrutura, responsável por impedir o doloroso atrito entre um osso e outro.

3. Hipertensão

Quem sofre de pressão alta pode mesmo malhar? O esforço não agravaria essa condição? Não, desde que ela esteja controlada e sejam feitos ajustes nos treinos. Na hora da musculação, por exemplo, em vez de trabalhar os dois braços ao mesmo tempo, a recomendação é fazer uma série só com o esquerdo e, depois, outra com o direito. Recrutar muitos músculos pode comprimir demais os vasos. Para saber a intensidade correta, preste atenção: se notar que está prendendo a respiração, você passou do ponto. Afinal, o simples fato de segurar o ar já joga a pressão para o alto. Opte, sob orientação profissional, por cargas mais leves. Nunca passe do seu limite – ou melhor, até pare um pouco antes de alcancá-lo. O ideal é executar algumas repetições a menos do que conseguiria se atingisse o máximo de esforço. E respeite as pausas: cada série precisa ser intercalada com um período de repouso de pelo menos um a dois minutos. Assim a pressão se mantém sempre em um nível tolerável.

4. Câncer de mama

Já não resta dúvida de que suar a camisa auxilia na prevenção e no tratamento da doença. As atividades físicas previnem a degeneração dos músculos e contornam o estresse e a tristeza – sentimentos comuns em pessoas diagnosticadas com tumores nos seios. E mais: pacientes com câncer que se conservam mais ativas dormem com maior facilidade. Quem enfrenta a doença, é claro, precisa tomar precauções específicas para não ameaçar a sua recuperação. Durante o tratamento, muitas vezes é difícil sair da cama mesmo com o aval do médico por causa de efeitos colaterais, como fadiga e enjoo, decorrentes da própria terapia. E, quando esses sintomas se manifestam de maneira intensa, de fato a atitude correta é descansar. Só que, no momento em que eles dão uma leve trégua, vale a pena tirar o corpo do marasmo. Parece contraditório, mas essa atitude atenua, mais tarde, a volta do cansaço e das náuseas. E não apenas as atividades aeróbicas são aliadas nessa hora. Levantar peso cerca de duas vezes por semana, por exemplo, diminui o linfedema, um inchaço que às vezes aparece nos braços de mulheres em terapia. Ioga também traz benefícios: na americana Universidade do Estado de Ohio, mulheres com câncer de mama realizaram essa modalidade duas vezes por semana. Após três meses, elas apresentaram uma menor concentração de substâncias inflamatórias, que colaboram para o tumor. Sem contar que a prática, por incluir a meditação, aplaca o estresse, outro fator que gera inflamações.

5. Obesidade

Ajustar a dieta e malhar é a combinação ideal para manter o peso. O Colégio Americano de Medicina do Esporte recomenda um mínimo de 150 minutos de atividade física moderada por semana, de modo a aprimorar a saúde como um todo. Se o objetivo é perder peso, no entanto, o mínimo estipulado sobe para 250 minutos. Contudo, principalmente entre sedentários, cumprir tal meta logo de cara chega a ser, sim, perigoso em algumas situações. A progressão deve ser gradual. O princípio vale sobretudo aos obesos, que, se extrapolarem seus limites, correm um alto risco de sofrer lesões e problemas cardiovasculares. Cada um precisa ser avaliado pelo seu médico e, combinado com a orientação de um profissional de educação física, encontrar a intensidade correta. Outra dúvida comum: musculação é indicado? Já adiantamos: puxar ferro sem equilibrar a dieta não implicará um grande emagrecimento. Mas exercícios de resistência ajudam a aprimorar a composição corporal, trocando gordura por massa magra, e deixam os praticantes menos propensos a sofrer panes no coração. Para isso vale investir em treinos curtos e intensos e realizar atividades que priorizem abdômen e costas.

6. Dores crônicas

Pessoas que sofrem de fibromialgia têm até medo de fazer ginástica. Isso porque a condição provoca incômodos dos pés à cabeça, que pioram quando se mexe além dos limites. Mas práticas leves funcionam como um remédio para amenizar os sintomas. Nesse contexto, a musculação auxilia a remover toxinas dos músculos, afastando as dores. Nas primeiras vezes que pisa na academia, o fibromiálgico não raro apenas executa o gesto de um exercício, sem carregar carga alguma – a meta é não disparar sensações dolorosas. Como boa parcela dos pacientes reclama de desconfortos logo depois de acordar e à noite, uma tática interessante é agendar os treinos nos momentos em que as dores dão uma trégua. E não vale forçar regiões sensibilizadas: se o ombro está pegando durante uma sessão, deixe-o de lado e trabalhe outras partes do corpo. Quando ele parar de incomodar, você compensa.

7. Gestação

Gravidez não é doença, nunca é demais lembrar. Vale também outra máxima: toda gestante deve controlar seu peso. Dois terços das futuras mamães ganham quilos além da conta, e gestantes obesas correm mais risco de sofrerem com dores articulares, diabete gestacional, pressão alta e infecções, entre outras complicações. Por isso, gravidez e sedentarismo não combinam. Muitas mulheres, com o intuito de proteger sua cria, deixam de se exercitar – ou veem na fase outra justificativa para estender a preguiça e nem começar. Acontece que as atividades físicas, desde que leves, não oferecem risco na maioria dos casos. E, claro, são grandes ajudantes na manutenção do peso. Isso porque queimam calorias e mantêm os músculos em forma. Há, contudo, cuidados especiais. Em primeiríssimo lugar, a gestante precisa do acompanhamento de um médico especializado. Só ele consegue flagrar eventuais complicações que, aí sim, exigem o afastamento de certas práticas. Esportes com bola ou outros acessórios que podem atingir a barriga devem ser evitados, assim como aqueles em que existe a possibilidade de um encontrão. Recomenda-se também preferir modalidades que não envolvam mudanças bruscas de direção ou freadas intensas. Sintomas como dor, sangramento vaginal ou tontura durante a ralação são sinais de que algo não vai bem. Mas, respeitando os limites, dá para se manter ativa, bonita e, acima de tudo, saudável durante todos os nove meses

Fonte

O alongamento beneficiando sedentários e atletas

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Nossos músculos são responsáveis pelos nossos movimentos, possuem a elasticidade, que lhes permite voltar ao tamanho normal depois de alongados. Entretanto, devido à vida sedentária, posturas inadequadas, estresse diário e a não realização de alongamentos, o ser humano pode desenvolver estruturas do corpo comprometidas pelo desalinhamento ou sobrecarga que sofrem. Com os músculos tensos ou encurtados não haverá amplitude normal de movimentos nem uma boa circulação sanguínea, além de causar desconforto e até dores. Isso mostra a importância de realizarmos alongamentos com frequência e de maneira correta.

Os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. Quanto mais alongado um músculo, maior a movimentação da articulação comandada por ele e, portanto, maior a sua flexibilidade. Esse resultado é possível porque o alongamento aumenta a temperatura da musculatura e produz pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.

A queixa mais frequente de sedentários e atletas é justamente a perda da flexibilidade, provocando, principalmente, dores lombares. Com a prática regular de alongamentos, os músculos passam a suportar melhor as tensões diárias e dos esportes, prevenindo lesões musculares.

É importante alongar adequadamente a musculatura antes e também depois de qualquer atividade física. Isso prepara os músculos para as exigências físicas, protegendo e melhorando o desempenho. Ao despertar, no trabalho, durante viagens prolongadas, no trabalho, em qualquer lugar. Sempre que for identificada alguma tensão muscular, podemos realizar atividades de alongamento para trazer o bem estar.

Antes de tudo, é importante aprender a forma correta de executar os alongamentos, para aumentar os resultados e evitar lesões. Inicie o alongamento até sentir certa tensão no músculo e então relaxe um pouco, sustentando de 30 a 40 segundos, voltando novamente à posição inicial de relaxamento. Os movimentos devem ser sempre lentos e suaves. O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar mais o músculo evitando sentir dor. Para aumentar o resultado, após cada alongamento, o músculo pode ser contraído por alguns segundos, voltando a ser alongado novamente.

Os alongamentos não são feitos apenas antes e depois dos exercícios, pois eles servem também para relaxar o corpo e a mente e, quando feitos de maneiras adequadas, ainda traz os seguintes benefícios para o corpo:

- Reduzem as lesões;
- Reduzem o risco de tendinite;
- Relaxam o corpo;
- Ativam a circulação;
- Deixam o corpo mais solto e leve;
- Corrigem a postura;
- Aumentam a agilidade;
- Aumentam o raciocínio;
- Beneficiam a coordenação;
- Preparam o corpo para atividades físicas;
- Melhoram a respiração;
- Facilitam a oxigenação sanguínea;
- Ativam a circulação.

Como fazer uma boa avaliação física?

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A avaliação física é um importante processo no treinamento esportivo ou na prescrição de exercícios físicos para saúde ou estética. Quanto maior o número de informações que o professor tiver do seu aluno, mais personalizada será a planilha de treinos. O profissional de Educação Física poderá identificar possíveis fatores de risco para o desenvolvimento de doenças e auxiliar a estabelecer metas para o aluno avaliado a partir da identificação dos déficits apresentados, seja para melhorar o condicionamento físico, o desempenho esportivo e reduzir peso ou percentual de gordura, nunca se esquecendo dos objetivos impostos (e necessários) pelo aluno.

Uma boa avaliação física deve conter:

ANAMNESE: perguntas para identificar histórico esportivo e pessoal; problemas de saúde; restrições médicas e medicamentos utilizados; e os objetivos do praticante.

MEDIDAS CIRCUNFERENCIAIS: feitas com uma trena antropométrica, medimos as circunferências de membros superiores, tronco e membros inferiores.

COMPOSIÇÃO CORPORAL: verificamos o peso e a altura atuais e detectamos o percentual de gordura, peso de gordura, peso de massa muscular, peso ideal e índice de massa corporal (IMC).

ANÁLISE POSTURAL: através de quatro posições, analisamos e indicamos desvios posturais que podem interferir no treinamento e na vida cotidiana da pessoa, e indicamos exercícios para melhorar a postura do avaliado.

TESTE DE FLEXIBILIDADE: podemos medir, por meio de testes adimensionais, os níveis de flexibilidade e amplitude articular das principais articulações e alongamento da musculatura.

TESTES DE FORÇA: utilizamos teste abdominal e de flexões de braços para verificar possíveis pontos de dores que possam limitar a realização correta dos exercícios.

TESTE CARDIORRESPIRATÓRIO: pode ser feito de maneira direta, através do teste físico, ou de maneira indireta, calculada por fórmulas. Determinamos a frequência cardíaca máxima e todos os limites de treinamento, além de verificar a pressão arterial durante o esforço e o nível de esforço muscular de membros inferiores.

Retirei daqui

Relação da saúde com a atividade física



Saúde, de acordo com Bouchard (1990), é definida como uma condição humana com dimensões física, social e psicológica, cada uma caracterizada por um continuum com pólos positivos e negativos. A saúde positiva estaria associada à capacidade de apreciar a vida e resistir aos desafios do cotidiano e a saúde negativa associar-se-ia à morbidade e, no extremo, à mortalidade.

ciência do esporte vem desenvolvendo estudos e demonstrando a importância que a prática constante de uma atividade física bem planejada tem para que as pessoas possam ter uma vida mais saudável.Motivos importantes para a prática da atividade física

1 – Auto estima
A prática regular de exercícios aumenta a confiança do indivíduo.

2 – Capacidade Mental
Pessoas ativas apresentam reflexos mais rápidos, maior nível de concentração e memória mais apurada.

3 – Colesterol
Exercícios vigorosos e regulares aumentam os níveis de HDL (lipoproteína de alta densidade, o “bom colesterol”) no sangue, fator associado à redução dos riscos de doenças cardíacas.

4 – Depressão
Pessoas com depressão branda ou moderada, que praticam exercícios de 15 a 30 minutos em dia alternados, experimentam uma variação positiva do humor já após a terceira semana de atividade.

5 – Doenças Crônicas
Os sedentários são duas vezes mais propensos a desenvolver doenças cadíacas. A atividade física regula a taxa de açúcar no sangue, reduzindo o risco de diabetes.

6 – Envelhecimento
Ao fortalecer os músculos e o coração, e ao amenizar o declínio das habilidades físicas, os exercícios podem ajudar a manter a independência física e a habilidade para o trabalho, retardando o processo de envelhecimento.

7 – Ossos
Exercícios regulares com pesos são acessórios fundamentais na construção e manutenção da massa óssea.

8 – Sono
Quem se exercita “pega” no sono com mais facilidade, dorme profundamente e acorda restabelecido.

9 – Stress e Ansiedade
A atividade física libera os hormônios acumulados durante os momentos de stress. Também funciona como uma espécie de tranqüilizante natural – depois do exercício a pessoa experimenta uma sensação de serenidade.
Conceitos importantes para a prática da atividade física

Esporte com Saúde na busca da atividade ideal



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Muitas pessoas tem dúvidas sobre qual a atividade física ideal para se fazer. Além disso, é importante o praticante ter a plena noção do quanto a atividade influi no seu cotidiano e se a intensidade dela está adequada ao seu rtimo físico.

O exercício físico ideal é aquele que vai ao encontro do perfil do aluno, seus objetivos e histórico de saúde. Em todos os casos, deve-se estabelecer uma rotina personalizada, que seja do agrado da pessoa, adequada ao seu estilo de vida e e que possa trazer resultados seguros e graduais. E antes de iniciar qualquer atividade física, deve ser feita uma avaliação médica.

Leia mais:


Falerei um pouco sobre algumas modalidades mais procuradas e que podem ajudar nessa busca do exercício físico ideal.

Ciclismo – Indicado a partir dos 8 anos. Por ser classificado em várias modalidades (Ciclismo de Estrada, Mountain Bike, BMX, Downhill, entre outros), pode agradar a todos os gostos, desde a criança que gosta de pedalar em parques, por diversão, até jovens e adultos que o praticam como esporte ou em ambientes fechados, nas academias (Bike InDoor ou Spinning).

Como não causa grande impacto nas articulações, melhora o condicionamento físico, fortalece a musculatura em geral (em especial o quadríceps), melhora o sistema cardiovascular e o respiratório. Com treino bem orientado, ajuda a controlar os níveis do colesterol, da pressão arterial e ainda a baixar o percentual de gordura corporal. As modalidades mais voltadas à aventura estimulam a produção de adrenalina e serotonina, proporcionam sensação de prazer durante e após a atividade e diminuem o estresse.

Modalidade ideal para quem quer emagrecer, trabalhar a musculatura ou apenas "desestressar". O selim (banco) deve ser ajustado para evitar lesões na genitália masculina, nos tendões dos joelhos e no tendão de calcâneo. Para reduzir estes riscos, é recomendado ajustar o selim conforme a altura da pessoa e também usar equipamentos de segurança (especialmente o capacete, que protege em casos de quedas).

Corrida – Indicada dos 5 aos 80 anos. Praticado por atletas e pessoas preocupadas com a boa forma – e que praticam outras atividades com frequência – assim como por pessoas com atividade física moderada ou com pouco tempo para praticar atividades físicas. Estimula a produção de endorfina – também chamada de "hormônio da felicidade" – e uma das responsáveis pela sensação de prazer, bem estar e diminuição do estresse. Ajuda a emagrecer, beneficia a circulação sanguínea e a musculatura, além de regular o sono.

É uma modalidade ideal para quem tem problemas respiratórios, quer emagrecer ou trabalhar a musculatura. Quanto aos riscos, precisa ser bem orientada para evitar a desidratação, lesões nas articulações dos membros inferiores e a condromalacia patelar, popularmente chamada de "joelho de corredor", uma inflamação na cartilagem que causa dores e desconforto.

Danças – Indicada dos 3 aos 70 anos. Os praticantes costumam ser as pessoas mais descontraídas e bem humoradas, ou que a procuram para se soltar mais e dançar bem em situações sociais. Como principais benefícios, melhoram a coordenação motora, fortalecem a musculatura, ajudam a emagrecer, favorecem a memória, a expressão corporal, a capacidade cardiorrespiratória e estimula o espírito de equipe.

É ideal para quem quer emagrecer com prazer, trabalhar a timidez ou melhorar a concentração. Quanto aos riscos, pode sobrecarregar os tendões, levar a torções nos joelhos e tornozelos por treinos intensos.

Futebol – Abrange todas as idades: pessoas de ambos os sexos, de idades diversificadas, que gostam de praticar atividades físicas em grupo. Melhora a agilidade e a coordenação,trabalha a musculatura, favorece o sistema cardiorrespiratório e o trabalho em equipe. Favorece o relacionamento com outras pessoas e é ideal para quem quer diminuir a gordura corporal. Precisa ser praticado de forma a evitar lesões na cabeça (por quedas ou pancadas), nos ligamentos e fraturas.

Hidroginástica – Indicada dos 25 aos 90 anos. O perfil dos praticantes são aqueles que gostam de aulas dinâmicas em grupo, que não gostam de se exercitar em salas fechadas e que querem evitar impacto nas articulações. A prática regular ajuda a emagrecer e a regular a pressão arterial, fortalece a musculatura, melhora a coordenação motora, a flexibilidade, a circulação sanguínea e a respiração.

É ideal para quem tem problemas respiratórios, quer emagrecer ou melhorar a resistência muscular, assim como pessoas com problemas na coluna, atletas lesionados, gestantes e idosos. Raramente, podem ocorrer lesões musculares por treinos intensos.

Musculação – Pode ser praticada dos 16 aos 90 anos. Atrai pessoas preocupadas com a boa forma física, que desejam desenvolver a musculatura. Em alguns meses de prática, fortalece e define a musculatura, ajuda a emagrecer, favorece a qualidade do sono, reduz o risco de problemas cardíacos, diabetes, colesterol alto e hipertensão. Ideal para quem quer ganhar ou perder peso, ganhar uma musculatura definida e melhorar a resistência muscular.

Treinos intensos ou mal orientados podem causar dores nas costas, desvio de postura, romper ligamentos e provocar lesões nas articulações.

Natação – Ideal para todas as idades. O perfil do nadador varia conforme a faixa etária. No geral, são pessoas preocupadas com a qualidade de vida, que em meio à rotinas conturbadas têm a natação como atividade para relaxar, ou que não gostam de praticar exercícios em salas fechadas. Está entre as atividades físicas mais completas.

Trabalha todos os músculos, melhora a coordenação,o sistema respiratório, regula a pressão arterial, reduz a frequência cardíaca e ajuda a emagrecer. Ideal para quem quer perder peso ou é obeso, busca exercícios leves (uma vez que pode ser praticada de forma leve até intensa) e de baixo impacto ou apenas quer abandonar hábitos sedentários.

Também é um bom complemento para praticantes de corrida ou musculação, pois ajuda a relaxar a musculatura.
Treinos intensos ou mal orientados podem causar lesões e agravar problemas como tendinite e hérnia de disco lombar.

Pilates – Indicada para pessoas de 18 aos 80 anos, que querem fugir do estresse do dia a dia e unificar treino corporal e mental . A força isométrica (sem movimento) é a principal forma de trabalho do Pilates. Melhora a resistência muscular, especialmente a do tronco, ajuda a definir a musculatura e emagrecer. Ideal para quem quer corrigir a postura, aumentar a resistência, trabalhar a concentração, a respiração e aumentar a flexibilidade.

Algumas pessoas sentem dores após treinos físicos e geralmente interpretam como "efeito" do exercício. Mas no Pilates isso pode significar postura ou movimentos errados. Ainda há casos (raros) de lesões musculares.

Yoga – Pode ser praticada desde a mais tenra idade até os 90 anos. Por ser dividida em diferentes linhas, pode agradar vários tipos de pessoas, das mais "zen" às mais agitadas. Aumenta a flexibilidade, ajuda a regularizar a respiração e o metabolismo, relaxa o sistema digestório e a circulação sanguínea.

Ideal para quem quer unificar exercícios físicos, mentais e espirituais; aumentar a flexibilidade, fortalecer a musculatura e trabalhar a concentração. Posturas erradas ou falta de instrução podem ocasionar lesões na coluna ou na musculatura.


Esporte com Saúde na Doença de Parkinson


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A Doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurológico progressivo causado pela degeneração de neurônios da substância negra e prejudica, principalmente, a função de coordenação dos movimentos.

Os benefícios da prática de atividade física regular e com orientação adequada são amplamente reconhecidos e contribuem para uma melhor qualidade de vida. No paciente com Parkinson os exercícios tem importância adicional visando não só os aspectos motores, como também os aspectos psicológicos e sociais.

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É importante frisar que a  atividade física não leva ao desaparecimento da doença, porém, pode retardar sua progressão, principalmente no que diz respeito à rigidez muscular e lentidão dos movimentos. Além disso, melhora a sensação de bem-estar e o estado funcional do paciente.

Os exercícios tem o potencial de ajudar tanto nos problemas motores (como marcha, equilíbrio e força), não-motores (depressão, apatia, fadiga e constipação intestinal) bem como nas complicações secundárias da imobilidade (doença cardiovascular e osteoporose).

A prática regular de atividade física pode ser preventiva para indivíduos sem o diagnóstico da doença e também pode atrasar o aparecimento dos sintomas parkinsonianos naqueles indivíduos com o diagnóstico. Hoje se sabe que a associação dos exercícios físicos com os medicamentos é melhor do que apenas o tratamento medicamentoso isolado.

Incentive o portador de parkinson a fazer atividades físicas regulares.