terça-feira, 22 de abril de 2014

Pilates ajudando pacientes com Esclerose Múltipla

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O Método Pilates é uma ótima alternativa para pacientes de Esclerose Múltipla, sendo utilizado como ferramenta de reabilitação por estimular o recrutamento muscular com controle e em amplitudes que melhoram a flexibilidade global.

Além disso, é um método que visa o alinhamento postural e estimula a percepção corporal. Também trabalha muito o aspecto respiratório (um dos possíveis agravos devido fraqueza), e pode melhorar a expansibilidade pulmonar e da caixa torácica, e a função expiratória que exige mais força. Os atendimentos devem respeitar um ritmo menos intenso e os movimentos selecionados devem atender às necessidades de cada paciente, segundo as limitações motoras que ele apresenta, podendo-se modificar a forma de execução para permitir que o paciente se movimente. Portanto, vale ressaltar que por se tratar de um paciente que exige cuidados especiais, o profissional  precisa ser especializado e conhecer bem as limitações impostas pelo quadro e pela doença para ser capaz de estimular as funções motoras, sem causar fadiga ou outros danos que possivelmente agravariam muito sua condição.

Pilates pode ajudar na reabilitação de esclerose múltipla mesmo em pacientes que estão com sintomas avançados da doença, mostra uma pesquisa realizada na Universidade Queen Margaret, na Escócia. O método pilates, já utilizado no Brasil em alguns casos de esclerose, foi testado na universidade escocesa para a reabilitação de pessoas que estão em cadeira de rodas devido à doença. A esclerose múltipla afeta, entre outras coisas, a força muscular e o equilíbrio, fazendo com que o doente perca mobilidade. No estudo, a postura e a intensidade das dores e da fadiga (sintomas da doença) foram medidas em 15 cadeirantes antes e depois de começarem seu tratamento com pilates. Outras oito pessoas com sintomas parecidos também foram acompanhadas durante o período, porém sem participar das aulas.

Ao final de 12 semanas, foi possível observar uma melhora nas dores no ombro e no pescoço das pessoas que tiveram aulas de pilates. Os resultados foram publicados na revista "Research Matters", editada pela Sociedade de Esclerose Múltipla de Londres. Os pesquisadores lembram que ainda são necessários estudos com maior número de participantes para validar os resultados.

Entre os benefícios da prática, há a melhora da força, da postura e do equilíbrio. Porém, se a pessoa faz exercícios inadequados para sua condição, ela pode sentir uma grande fadiga, própria da doença e mais forte do que um cansaço normal de quem vai a academia.

O pilates, por ser originalmente um trabalho individual, permite que o instrutor conheça a pessoa e consiga perceber quais os exercícios mais adequados para suas necessidades. O uso dos aparelhos como uma forma de fazer com que seus alunos se sintam mais acolhidos. Uma pessoa que não consegue ficar de pé, por exemplo, pode fazer exercícios na cama que simulem o caminhar em um ambiente seguro.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Praticar exercícios físicos não é sinônimo de sofrimento


Praticar exercícios físicos não é sinônimo de sofrimento


O ideal é escolher aquelas atividades físicas que mais combinam com você

Para que as atividades físicas passem a fazer parte da sua rotina naturalmente, sem se transformar em sofrimento e obrigação, escolha aquelas que mais combinam com você e com o que você gosta. Aqui vão alguns passos que podem facilitar a sua escolha:

1. Faça uma lista de atividades que gosta de fazer e pense: na sua maioria, elas são internas ou externas? Em grupo ou individuais?

2. Agora, liste as atividades que você gosta de assistir e participar, como futebol, por exemplo, e pense quais poderiam fazer parte da sua rotina diária ou dos seus finais de semana.

3. Converse com a sua família e amigos. Eles podem ter ideias novas e, quem sabe, você ainda encontra um parceiro para se exercitar.

4. Antes de entrar em ação, lembre-se de confirmar com seu médico e ter certeza de que está com tudo em cima para praticar seus exercícios. Se está parado faz tempo, comece aos poucos, sem exigir demais do seu corpo e frustrar suas expectativas.
 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pacientes em tratamento de câncer podem praticar esportes?

 
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Os exercícios físicos promovem um aumento da circulação, da respiração e da depuração de substâncias tóxicas do organismo. Com isso, traz benéficos nos pacientes tratados com quimioterapia. Um estudo escocês analisou 213 mulheres com câncer de mama em tratamento com rádio ou quimioterapia e as dividiu em dois grupos, sendo um para prática supervisionada de exercícios físicos e outro para apenas observação. As mulheres que participaram do programa de exercícios físicos tiveram menos fadiga, depressão, náuseas e vômitos. A percepção de uma melhor qualidade de vida também foi observada nesse grupo. Um estudo americano mostrou que os exercícios físicos podem reduzir o tempo de recuperação do tratamento oncológico e ajudar os pacientes a se sentirem melhor através da diminuição dos efeitos colaterais.
 
Cada paciente com câncer deve ser avaliado individualmente e, se o mesmo estiver em condições físicas adequadas, a prática de exercícios não só pode como deve ser estimulada como forma de melhorar a auto-estima e a qualidade de vida. 
Na prática clínica, a fadiga, queixa freqüente entre esses pacientes, é o principal obstáculo para iniciar ou manter uma atividade física. No entanto, é justamente um pouco de exercício físico, respeitando as limitações do paciente, que vai diminuir esse e outros sintomas.

A caquexia (emagrecimento intenso) é uma síndrome paraneoplásica (doença associada ao câncer) e é considerada como doença inflamatória crônica causada pelo aumento de substâncias pró-inflamação. A gordura do organismo está envolvida e contribui para secreção dessas substâncias. Por outro lado, essa reação inflamatória é contra balanceada por fatores anti-inflamatórios, também secretados pelo tecido adiposo. O exercício físico promove aumento dos níveis desses últimos, agindo assim, contra a caquexia.

Uma recente revisão de dados da literatura revelou que a atividade física regular possui efeitos benéficos positivos na saúde física e mental, bem como na melhoria da qualidade de vida dos pacientes com câncer após término do tratamento.

Portanto, no contexto do tratamento do câncer, a prática de atividade física regular tem uma importância fundamental para o bem estar do paciente.  
 

Atividade Física e Câncer


A atividade física regular é reconhecidamente benéfica na prevenção e tratamento de várias enfermidades, tais como, hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, hipercolesterolemia, depressão e outras.

Essa prática também vem sendo descrita como benéfica na prevenção de alguns tipos de câncer e também para amenizar efeitos colaterais do tratamento. Vários trabalhos já foram publicados e a medicina baseada em evidências vem respondendo algumas das questões abaixo:
 
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF) concluiu que evitar a obesidade através de exercícios físicos e alimentação saudável pode prevenir 19% dos casos de câncer (1). Considerando 12 tipos específicos de cânceres mais comuns na população brasileira, como os de esôfago, pulmão, mama, fígado, próstata, colorretal e outros, o estudo ainda aponta que, ao prevenir a obesidade, é possível reduzir a incidência dos mesmos em até 30%. O mecanismo dessa relação está baseado no fato de que células gordurosas em excesso aumentam a produção de fatores que causam a inflamação e, a partir daí, contribuem para o desenvolvimento de células cancerígenas.

Segundo dados do INCA, se nada for feito no combate à obesidade, o Brasil pode ter um aumento de 34,6% nos casos de câncer nos próximos anos. Portanto, uma campanha educativa para conscientização da população brasileira para adoção de hábitos saudáveis e a regulamentação da indústria de alimentos são medidas necessárias e urgentes.

A maioria dos estudos epidemiológicos tem focado o câncer de mama. O maior deles é um americano que monitorou 41.836 mulheres na menopausa, durante 18 anos (Iowa Women´s study). As mulheres que praticaram atividade física regular, como corrida, natação ou esportes com raquetes, duas a três vezes por semana, tiveram chances 14% menores de desenvolverem câncer de mama (2).
 
Um estudo europeu, com 413.000 voluntários monitorados de 10 países da Europa, mostrou que o esporte diminui as chances de câncer de cólon em 22%. Esse benefício foi ainda maior, de 35%, para tumores do cólon direito e não houve benefício para o desenvolvimento de câncer no reto (3).

Com relação ao câncer de pulmão, um estudo americano demonstrou que mulheres praticantes de atividade física tiveram chance 23% menor de desenvolver câncer de pulmão, sendo de 28% entre as fumantes e 37% entre as ex-fumantes. A principal ressalva desse estudo é que o tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de pulmão e, para evitá-lo, não fumar ainda é a melhor atitude (4). 

Uma revisão de literatura realizada pela Escola de Saúde Pública da Austrália mostrou que a prática de atividade física reduz o risco de câncer de endométrio em torno de 30% (5)

A Sociedade Americana de Câncer (American Cancer Society) incluiu, em suas diretrizes, a prática de exercícios físicos como medida preventiva contra o câncer ao lado de outras recomendações, tais como:

1- Consultar um médico a respeito dos exames de prevenção

2- Realizar exercícios físicos pelo menos 30 minutos cinco ou mais vezes por semana

3- Controlar o peso através de dieta bem balanceada, contendo muitas frutas, vegetais e grãos e limitar o consumo de carnes, principalmente as com alto teor de gorduras.

4- Não fumar
 

quinta-feira, 27 de março de 2014

Levantar peso na academia pode aumentar risco de glaucoma


Embora o glaucoma tenha ligação genética, muitas pessoas desconhecem a presença da doença e podem estar apostando em hobbies que aumentem a pressão nos olhos Foto: Getty Images 

Milhares de pessoas sem o diagnóstico de glaucoma podem se expor ao risco da cegueira se usarem instrumentos de sopro ou pesos na academia, de acordo com principais especialistas da área da visão. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

A falta de um programa de acompanhamento da doença no Reino Unido significa que mais de 600 mil pessoas que apresentam a condição não conheçam o risco que estão correndo, indica o professor Dan Reinsten, que é cirurgião na London Vision Clinic.

Embora o glaucoma tenha ligação genética, muitas pessoas desconhecem a presença da doença e podem estar apostando em hobbies que aumentem a pressão nos olhos.

O glaucoma ocorre quando o líquido dos olhos não é drenado adequadamente. A região frontal do olho fica cheia de um líquido fluido, chamado aquoso. Ele constantemente circula pelo olho e volta para a corrente sanguínea fazendo constante pressão, e ajuda a garantir a entrega dos nutrientes.  

No entanto, em pessoas com glaucoma este líquido não escoa corretamente através de uma pequena área chamada de malha trabecular. Em vez disso, ao longo do tempo, por razões não totalmente compreendidas, essa rede de tubos de drenagem fica entupida.

O líquido se acumula, colocando pressão sobre o nervo óptico. Isso causa a morte das fibras nervosas,  levando à perda de visão.

O processo é indolor – e superficial, já que os olhos não parecem diferentes – por isso não há como notar diferenças sem um exame mais profundo.

O risco é quando os sintomas – como o estreitamento do campo de visão – não aparecem, pois não ficam manchados até danificarem o nervo ótico.

Nessa altura, alguns pacientes podem piorar a condição a partir de atividades que aumentem a pressão no olho.

Continuar com estes hábitos pode piorar a condição, iniciando o processo de deteriorizaçaõ do nervo ótico, que se torna mais vulnerável.

Músicos que tocam instrumentos de sopro demandam alto controle da respiração estão sob maior risco, de acordo com pesquisa publicada no jornal Optometry and Vision Science em 2008. Contrair as veias do peito, pescoço e cabeça, segurando a respiração, também aumenta a pressão no olho.

Diversos outros estudos já associaram o levantamento de peso e o hábito de tocar instrumentos de sopro à pressão no olho. Uma pesquisa feita ao longo de 20 anos no

Manhattan Eye, Ear and Throat Hospital mostrou que o ato de soprar durante a atividade de supine aumenta a compressão do nervo óptico, especialmente se você prender a respiração. 

Outras atividade, como bungee jumping, podem agravar a condição. O risco é maior se estas atividades são praticadas por períodos longos.

Robert Ritchm professor de oftalmologia clínica no hospital, já tratou um paciente que se tornou cego depois de plantar bananeira repetidamente na aula de ioga. Ele ressalta que levantadores de peso podem reduzir a pressão expirando ao levantar o peso.

Os especialistas avisam que as atividades não oferecem riscos para quem tem olhos saudáveis, mas para quem tem predisposição à doença, vale evitar a pressão. "Eles podem perder 70% da visão periférica em um olho antes de saber o que está acontecendo”, alerta.

O tratamento da doença inclui aplicação de colírio diariamente para melhorar a drenagem e reduzir a produção do fluido. Em alguns casos, a cirurgia é recomendada para abrir furos de drenagem. É recomendável que após os 40 anos os exames ópticos sejam feitos com regularidade.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Portadores da síndrome de Down devem praticar exercícios

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Portadores da síndrome de Down podem e devem praticar atividade física. Os exercícios, além de benéficos para a saúde, ajudam no processo de socialização, a equilibrar as emoções e a prevenir doenças congênitas. Estudos demonstram que os portadores desta síndrome têm uma tendência à compulsão alimentar e ao sedentarismo. O que os leva a desenvolver problemas como obesidade, diabetes, colesterol alto, hipertensão e doenças cardíacas.

Por essa razão a importância de se praticar um esporte ou atividade física. Os exercícios mais indicados para os portadores de Down são a caminhada, a natação, a bicicleta, a dança, e demais atividades que estimulem o bem estar físico e mental. Todas essas atividades podem ser realizadas sem grande dificuldade, contribuindo assim para a melhora da autoestima. Elemento de vital importância na inserção do portador de síndrome de Down no universo do fitness é o professor ou instrutor. Ele deve ser um profissional capacitado para lidar com as diferenças e ter conhecimento das atividades mais indicadas para este tipo de paciente. Porém, o portador de síndrome de Down deve ser tratado como uma pessoa inteligente, com vontades e limites que têm de ser respeitados.

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